Avaliação dos efeitos protetores de Ocimum basilicum L. sobre a genotoxicidade causada pelo H2O2 em leucócitos humanos mantidos em cultura celular.

Autores

  • Raul de Souza
  • Jonathaline Apollo Duarte
  • Camila Martins Güez
  • Manoelly Oliveira Rocha
  • Michel Mansur Machado
  • Luis Flávio Souza de Oliveira

Palavras-chave:

Genotoxicologia, Ocimum, basilicum, L, Leucócitos, humanos

Resumo

Atualmente há uma estimativa da Organização Mundial da Saúde de que mais de 80% de toda população mundial se beneficia de alguma forma terapêutica advinda de produtos ou subprodutos de origem vegetal. Nesse contexto estudos científicos com vistas à comprovação da eficácia referente ao uso medicinal de algumas espécies se fazem necessários e de elevada importância. O objetivo do estudo em questão foi realizar uma avaliação in vitro dos possíveis efeitos benéficos e contrários à genotoxicidade causada pelo H2O2 em leucócitos humanos promovido pelo extrato hidroalcoólico das folhas de Manjericão (Ocimum basilicum L.). Estudo justificado pelo uso popular dessa planta como tratamento medicinal. Os estudos basearam-se na DL50 já descrita para o O. basilicum na literatura que é de 0,35mg/mL e também com foco no Ácido Rosmarínico (AcR), um dos principais metabólitos presentes no vegetal. Dessa forma os estudos foram divididos por grupos experimentais sendo que o controle negativo (CN) foi exposto apenas à Tampão PBS 7.4, o controle positivo (CP) apenas ao peróxido de hidrogênio H2O2 100µM e os demais grupos receberam o H2O2 100µM em associação com demais compostos, assim o G1 recebeu 0,35mg/mL de AcR e o G2,G3 e G4, receberam concentrações que equivaleram à DL50, DL50/10 e DL50/100 de extrato vegetal de Manjericão respectivamente. Após essas condições de tratamento os grupos juntamente com os controles foram mantidos a 37°C por 72h em condições propícias à sobrevivência celular para posterior avaliação dos dados genotoxicológicos. Os resultados referentes ao dano ao DNA avaliado através da técnica do Cometa revelaram que o CN apresentou um valor de 8,333±0,577, já no CP esse índice de dano foi de 33±2,646 valor esperado devido aos efeitos oxidativos do peróxido; o G1 8,333±1,528 valor igual ao CN e uma redução em 74,75% em relação ao CP, fato que demonstra uma neutralização dos efeitos pelo AcR; o G2 18,33±1,528 reduzindo 44,46% dos danos em relação ao CP; o G3 26,67±1,528 redução em 19,2% e o G4 um índice de 32,33±2,082 refletindo que mesmo nessa baixa concentração foi conferida uma redução dos danos de 2,04% em comparado ao CP. Os resultados referentes à Instabilidade Cromossômica foram de 1±0 para o CN e 12±1 para o CP, expressando aqui também os efeitos genotóxicos do H2O2. Já as observações nos grupos experimentais foram: no G1 1,333±0,577 redução em 88,9% em relação ao CP; G2 2±1 uma redução em 83,34%; G3 6±1 neutralizando em 50% dos efeitos observados no CP, e G4 8±1 com uma redução em 33,34%. Esses resultados permitem concluir que o Ácido Rosmarínico na concentração descrita como sendo a DL50 neutraliza os efeitos lesivos do H2O2 sobre o material genético dos leucócitos mantidos em cultura celular, bem como o extrato vegetal de O. basilicum na diferentes concentrações testadas. Esses dados, contudo não expressão uma relação de biodisponibilidade, e estudos in vivo se fazem necessários para completa afirmação de tais efeitos.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Avaliação dos efeitos protetores de Ocimum basilicum L. sobre a genotoxicidade causada pelo H2O2 em leucócitos humanos mantidos em cultura celular. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65736. Acesso em: 23 set. 2026.