AVALIAÇÃO DA FORÇA E FUNCIONALIDADE APÓS CIRURGIA DE LATARJET: UM RELATO DE CASO

Autores

  • Andreanny Rocha
  • Déborah Aline D Avila Ferreira
  • Lilian Pinto Teixeira
  • Henrique Jardim Oliano
  • Michele Forgiarini Saccol

Palavras-chave:

instabilidadedo, ombro, fisioterapia, dinamometria, isometrica

Resumo

Em virtude do pequeno contato das superfícies articulares entre a glenóide e a cabeça do úmero, a articulação glenoumeral é considerada a mais instável do corpo humano e responde por 45% das luxações do corpo humano, ocorrendo em torno de 1,5 a 2,0 % da população em geral. A instabilidade glenoumeral (IG) é uma lesão que geralmente sucede os eposódios de luxação, sendo definida como a incapacidade para manter a cabeça umeral no centro da glenóide durante a mobilização ativa do braço. Esse relato de caso tem como objetivo descrever os resultados pós-operatórios (po) de imediatos de cirurgia de Latarjet. O paciente RJS, 29 anos, com 10 dias po iniciou reabilitação no Estágio em Fisioterapia da UNIPAMPA. O paciente apresentava curativo po no ombro com instabilidade glenoumeral (IG, ombro esquerdo) e hemiparesia em membro superior direito (HP, ombro com sequela de paralisia cerebral). Na avaliação pré-operatória, o paciente apresentava força de rotação medial (RM) de 7,9 kgf em IG e 7,6 kgf em HP; e força de rotação lateral (RL) de 7 kgf em IG e 5,6 em HP. Em relação a escala de Disfunções do Braço, Ombro e Mão (DASH), o resultado do ombro IG foi de 67 pontos. O tratamento teve como objetivos ganho de amplitude de movimento, mobilização escapular, exercícios de fortalecimento de rotadores e exercícios proprioceptivos. O paciente realizou 10 sessões, duas vezes por semana e foi reavaliado após esse período, demonstrando na RM valores de 8,7 kgf no IG e 10,4 kgf no HP e de RL 5,3 kgf no IG e 8,9 kgf no HP. Em relação ao questionário funcional, não houve nenhuma melhora clinicamente significante em relação ao DASH (63 pontos). Os resultados demonstram que um período de 10 sessões após uma intervenção cirúrgica aberta para correção da IG não são suficientes para a melhora de força e função no paciente. Estudos mostram que para haver aumento significativo da força é necessário de 6 a 12 semanas de treinamento, para haver adaptação neural. Nesse caso em especial, o fato do indivíduo apresentar uma sequela de HP no membro contralateral evidencia a importância de uma recuperação plena do membro com IG para o retorno as funções normais de atividades de vida diária.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

AVALIAÇÃO DA FORÇA E FUNCIONALIDADE APÓS CIRURGIA DE LATARJET: UM RELATO DE CASO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65675. Acesso em: 23 set. 2026.