A Exposição Crônica ao Mercúrio Durante 60 Dias a Baixas Concentrações Aumenta o Estresse Oxidativo em Plasma de Ratos

Autores

  • Paola Moraes
  • João Guilherme Torres Dini
  • Danize Aparecida Rizzetti
  • Alyne Goulart Escobar
  • Giulia Alessandra Wiggers
  • Franck Maciel Peçanha

Palavras-chave:

Estresse, oxidativo, mercúrio, exposição, crônica

Resumo

A exposição ao mercúrio, pelas mais variadas formas e concentrações, pode comprometer diversos órgãos e sistemas. Previamente demonstramos que exposições durante 30 dias, a baixas concentrações do metal, semelhantes à exposição humana através da dieta, amálgamas dentárias, exposição ocupacional e uso de vacinas, podem afetar o sistema cardiovascular sendo o estresse oxidativo um dos principais mecanismos envolvidos. Entretanto, os efeitos de uma exposição crônica, por período prolongado (60 dias), a baixas concentrações, similares à exposição humana, sobre o status oxidante e antioxidante sistêmico ainda não foram relatados. Dessa forma, o objetivo do estudo foi investigar os efeitos da exposição a baixas concentrações de mercúrio durante 60 dias sobre o status oxidante e antioxidante em plasma de ratos. Para isso foram utilizados ratos machos Wistar, divididos em dois grupos experimentais, um grupo tratado e um grupo como controle. O grupo tratado com Cloreto de Mercúrio (HgCl2, n=10) - foi tratado por meio de injeções intramusculares durante 60 dias sendo sua 1ª dose de 4,6 ug/kg e doses subsequentes de 0,07 ug/kg/dia, como descrito por Wiggers et al. (2008); O grupo controle (Ct, n=8) foi tratado com injeções i.m. solução salina. Para verificar os níveis de peroxidação lipídica plasmática foi realizada a técnica de TBARS; os níveis de grupamentos Tióis (SH) não proteicos do plasma; a atividade plasmática das enzimas antioxidantes superóxido dismutase e catalase. Os dados foram analisados por teste T. O tratamento crônico com baixas concentrações de mercúrio promoveu um aumento dos níveis de malondialdeído plasmático (MDA: Ct-15,6 ± 1,2 nmol/mL vs HgCl2-22,5 ± 2,6 nmol/mL - P <0,05), indicando um aumento da peroxidação lipídica além de modificações no status antioxidante do plasma, com aumento dos grupamentos tióis não proteicos (Ct-182,2 ± 33,7 nmol/ml vs HgCl2-348,8 ± 54,0 nmol/mL, P <0,05), indicando aumento das defesas antioxidantes não-enzimáticas, e da atividade da enzima antioxidante superóxido dismutase SOD (Ct-18,4 ± 3,8 nmol/mL vs HgCl2- 27,3 ± 1,5 nmol/mL, P<0,01) sem alterar a atividade da enzima catalase. Concluindo, o estudo mostrou, pela primeira vez, que a exposição durante 60 dias a baixas concentrações de mercúrio, similar a que os humanos estão expostos é capaz de causar um aumento do estresse oxidativo em plasma de ratos.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

A Exposição Crônica ao Mercúrio Durante 60 Dias a Baixas Concentrações Aumenta o Estresse Oxidativo em Plasma de Ratos. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65659. Acesso em: 22 set. 2026.