Potencial Anti-Hiperglicemiante Do Mel Do Pampa Em Modelo De Drosophila melanogaster

Autores

  • Lorena de Sousa
  • Litiele Cezar da Cruz
  • Ana Paula Pegoraro Zemolin
  • Nathane Rosa Rodrigues
  • Jerferson Luis Franco
  • Thais Posser

Palavras-chave:

mel, açúcares, anti-hiperglicêmico

Resumo

O mel, um produto natural produzido pelas abelhas melíferas, é amplamente consumido pela população por suas propriedades adoçantes e terapêuticas. O mel possui cerca de 70-80% de açúcares redutores e 2-6% de sacarose aparente em sua composição, fato que tem motivado pesquisas sobre os efeitos do mel sobre os níveis glicêmicos em animais e humanos. O potencial anti-hiperglicêmico do mel tem sido demonstrado em diversos modelos incluindo estudos clínicos, entretanto os mecanismos celulares e moleculares atribuídos a este efeito não são esclarecidos. Este estudo tem como objetivo avaliar, pela primeira vez na literatura, o potencial anti-hiperglicêmico do mel em modelo de mosca-da-fruta, Drosophila melanogaster. O mel foi fornecido pela Cooperativa Apícola do Pampa Gaúcho (COOAPAMPA) localizada em São Gabriel-RS. Primeiramente foram feitas análises quantitativas de açúcares redutores e sacarose aparente no mel utilizado. 20 moscas fêmeas foram tratadas durante 7 dias em frascos contendo papel filtro embebidos com soluções de acordo com os seguintes grupos: controle (sacarose 1%), mel a 10% e glicose + sacarose em concentrações equivalentes as existentes no mel em solução a 10 % . As soluções foram repostas diariamente e no fim do tratamento as moscas foram homogeneizadas para análise das concentrações de glicose total e glicogênio. Diferenças estatísticas foram avaliadas por análise de variância (One Way ANOVA) seguida pelo teste Tukeys post hoc. Os resultados mostraram que os níveis de glicose total no grupo tratado com açúcares (145,27 ± 26,87 mg/dL) foi significativamente maior (p < 0,0001 ) em comparação com os grupos controle (55,40 ± 14,35 mg/dL) e mel (78,68 ± 20,04 mg/dL). Os níveis de glicose nos animais tratados com mel não diferiu estatisticamente do controle. Os níveis de glicogênio mantiveram-se constantes entre os grupos experimentais. Em conclusão, nossos resultados sugerem que o mel possui um efeito anti-hiperglicemiante quando comparado aos seus açúcares constituintes. Este efeito pode estar relacionado à presença de componentes como ácidos fenólicos e/ou outros compostos de natureza não glicídica. Estudos adicionais são necessários para determinar os mecanismos relacionados com o efeito anti-hiperglicemiante do mel em nosso modelo de estudo. Também podemos destacar que Drosophila melanogaster pode ser um modelo eficaz para o estudo de doenças metabólicas, tais como a Diabetes mellitus.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Potencial Anti-Hiperglicemiante Do Mel Do Pampa Em Modelo De Drosophila melanogaster. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65654. Acesso em: 22 set. 2026.