Aulas Planejadas a partir de uma Perspectiva de Letramento, na qual o Jogo Didático foi Utilizado como Material de Auxilio

Autores

  • Jenifer da Costa
  • Jenifer Duarte da Costa
  • Jéssica Maís Antunes
  • Patrícia Moura Pinho

Palavras-chave:

Planejamento, Alfabetização, Letramento

Resumo

Este trabalho consiste no relato da prática de duas bolsistas no ano de 2013, que fazem parte do subprojeto do Programa de Iniciação de Bolsa à Docência (PIBID) Alfabetização e Educação Inclusiva. O referido subprojeto é composto por quinze bolsistas que trabalham desde o pré-escolar até o 5º ano, sendo que alguns trabalham com alunos na Sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE), e há também dois coordenadores e três supervisores. Uma vez por semana o grupo reúne-se na Unipampa, onde os coordenadores do subprojeto realizam formações e discussões a fim de que os discentes possam desenvolver uma prática com mais qualidade. Além disso, uma vez na semana os bolsistas trabalham um turno com seus alunos. Para iniciar as atividades na escola no ano de 2013, os componentes do subprojeto realizaram observações nas turmas, as quais em seguida estariam desenvolvendo suas práticas. Após fazerem isto, foram realizadas as testagens das quatro palavras e uma frase, baseadas na construção da escrita. As testagens em comparativo com as observações feitas em sala de aula nos permitiram perceber em que níveis de escritas os alunos se encontravam e para a nossa felicidade obtivemos resultados positivos, visto que a maioria dos alunos conseguiu avançar entre os níveis. A maioria deles que no ano de 2012 se encontravam entre os níveis pré - silábico 2 (sabem que se escreve com letras, mas não fazem relação com quantidade e grafema/fonema) e silábico sem valor sonoro (utilizam qualquer letra para representar a silaba), passaram para os níveis silábico com valor sonoro (representam cada silaba com uma letra que contém na palavra), silábicos alfabéticos (representam a palavra fazendo relação grafema e fonema, porém não escrevem convencionalmente), sendo que praticamente todos os alunos que antes estavam nestes primeiros níveis citados, na testagem apresentaram escrita alfabética (escrevem palavras e frases curtas convencionalmente). Após fazermos esta identificação inicial e concluirmos o nosso objetivo que era perceber avanços entre os níveis dos alunos, a metodologia adotada em nossas práticas docentes, foram além dos jogos criados pelo Centro de Estudos em Educação e Linguagem (CEEL), que já auxiliavam nossas práticas anteriores, atividades planejadas pelas bolsistas a partir de uma perspectiva de letramento, na qual os estudantes puderam construir aprendizagens a partir de diferentes gêneros textuais presentes e utilizados por eles no dia-a-dia. Como resultados apontamos que as atividades planejadas pelas bolsistas fizeram com que um pequeno grupo de alunos pudesse ler mesmo não sabendo ler. Passamos a perceber a importância de o docente organizar um plano de aula que vá ao encontro do que o aluno já sabe sobre a escrita das palavras, percebemos também o quanto os jogos que desenvolvem no aprendiz a consciência fonológica, são valiosos materiais que podem auxiliar a prática docente. Sendo assim, acreditamos que por meio destas experiências no ambiente escolar através do PIBID, podemos contribuir com reflexões como as deste trabalho para ampliar as questões que envolvem a alfabetização a partir de uma perspectiva de letramento.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Aulas Planejadas a partir de uma Perspectiva de Letramento, na qual o Jogo Didático foi Utilizado como Material de Auxilio. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/65273. Acesso em: 3 jun. 2026.