Consequência dos Ruídos Originadas da Construção Civil
Palavras-chave:
construção, civil, ruído, doença, ocupacionalResumo
Esse trabalho, vinculado à disciplina de Segurança do Trabalho e Gestão Ambiental, tem como objetivo discutir o efeito dos ruídos na saúde dos trabalhadores da construção civil e apresentar meios de prevenção às doenças ocupacionais causadas pela exposição excessiva aos ruídos. O estudo baseou-se no aumento dos níveis de ruídos nos ambientes de trabalho, devido o desenvolvimento da indústria da construção. O bem-estar físico e mental do trabalhador é fundamental para o bom desempenho de suas tarefas, tanto na atividade profissional, quanto na vida social. Para promover isso foram criadas normas e limites para os diversos tipos de ruídos. Cabe salientar que para medir a intensidade sonora, em decibéis (dB), existem dois aparelhos: o dosímetro de ruído e o decibelímetro. A Norma Regulamentadora 15, do Ministério do Trabalho e Emprego, estabelece o limite de 85 dB para a exposição dos trabalhadores aos diversos ruídos ocupacionais, num período de 8 horas diárias. A Organização Mundial da Saúde considera que o som não deve ultrapassar 50 dB, para não causar prejuízos ao ser humano; a partir daí, os efeitos negativos começam e alguns problemas podem ocorrer em curto prazo. Sabe-se que sons acima dos 65 dB podem contribuir para aumentar os casos de insônia, estresse, comportamento agressivos e irritabilidade; e superiores a 75 dB podem gerar problemas de surdez e provocar hipertensão arterial. Observa-se que o trabalhador exposto a níveis elevados de ruído, por longos períodos de tempo, pode acarretar em perda auditiva e comprometimento físico, mental e social. Esse elevado nível de pressão sonora também pode provocar dificuldade de concentração, diminuição do rendimento, aumento da ocorrência de erros, maior número de acidentes de trabalho e diminuição da produtividade em geral. A nocividade à exposição ao ruído está relacionada com a frequência, o tempo de repouso acústico, a intensidade da pressão sonora, os anos efetivos de exposição e a susceptibilidade do indivíduo. Trabalhadores que atuam expostos a ruídos, sem usar equipamentos de proteção individual (EPIs), e que não repousam auditivamente, entre as jornadas de trabalho, podem adquirir mudança permanente do limiar, tendo a quantidade do som diminuída e a qualidade afetada. A exposição contínua ao ruído pode causar o tinnitus, o trauma acústico, a presbiacusia, a perda auditiva induzida por ruído e a surdez permanente. Portanto, para que não se tenha redução das perdas auditivas relacionadas ao trabalho, é necessária a melhoria do ambiente laboral, com a eliminação ou minimização dos riscos existentes. Paralelamente, devem ser implantadas medidas de proteção, tais como o uso de protetores auditivos, bem como a capacitação dos trabalhadores para o uso deste EPIs. Ademais, diminuir o tempo de exposição do trabalhador ao barulho, reduzir o ruído na sua fonte e a manutenção de um programa de conservação auditiva, entre outros fatores, é uma forma de organizar as medidas a serem adotadas.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Consequência dos Ruídos Originadas da Construção Civil. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/64974. Acesso em: 16 maio. 2026.