Dificuldades e Desafios na Inclusão de Acadêmicos com Deficiência Visual no Ensino Superior
Palavras-chave:
Inclusão, Deficiência, Visual, UniversidadeResumo
O presente trabalho tem como objetivo pontuar e refletir sobre questões relacionadas à inclusão de pessoas com deficiência no ensino superior. A inclusão social das pessoas com deficiência visual passou a ganhar atenção com a criação de internatos no século XVII, o Instituto Benjamin Constant foi o primeiro a ser criado no Rio de Janeiro, pelo Imperador D.Pedro II. Desde então, os deficientes visuais, vem conquistando seu espaço na sociedade: trabalhando, estudando, e chegando até o ensino superior. Para facilitar e garantir o acesso das pessoas com deficiência, muitas universidades, possuem no seu ingresso, reserva de cotas. Na Universidade Federal do Pampa Unipampa, desde 2010, quando a inserção passou a ser pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSu), é reservada uma porcentagem de vagas para que as pessoas com deficiência tenham a possibilidade de cursar o Ensino Superior. No campus Bagé, atualmente, estão matriculados dois acadêmicos com deficiência visual, nos cursos de Licenciatura em Letras e Licenciatura em Matemática, ingressantes em 2012 e 2013, respectivamente. Devido à deficiência, ambos necessitam de apoio educacional especializado, dentre as principais dificuldades apontadas pelos discentes, está a falta de estrutura física adequada da universidade no que diz respeito à acessibilidade, e a falta de capacitação e informação da comunidade acadêmica, entre outras questões. A equipe do Núcleo de Desenvolvimento Educacional (NuDE), hoje responsável pela execução da política de inclusão no campus, trabalha no acompanhamento destes discentes. Anualmente, são selecionados alunos para trabalhar como bolsistas no setor, tendo como principais atividades a adaptação de materiais e monitoria junto aos acadêmicos com deficiência. Para auxiliar os estudos, os dois alunos receberam um computador que possui instalado um leitor de tela (JAWS) e um gravador de áudio, ainda, para subsidiar a adaptação de materiais, o campus possui impressora em braile e scanner que digitaliza os materiais para áudio. Estes equipamentos são de extrema importância, porém é necessário e urgente à aquisição de outros, visando, assim, auxiliar o processo de aprendizagem destes acadêmicos. A melhoria da inclusão e ações para tornar o ensino na universidade acessível aos deficientes visuais deve ser uma constante na comunidade acadêmica, pois o ingresso de pessoas nestas condições, só tende a aumentar. De acordo com a Associação dos Deficientes Visuais de Bagé, do município de Bagé, os integrantes da associação tem bastante interesse em ingressar na Unipampa e estão bastante determinados, preparando-se para o ENEM 2013. Esta informação significa que em curto prazo teremos mais alunos deficientes no nosso campus e, apesar dos esforços da comunidade acadêmica para garantir a inclusão, ainda há muito que fazer para melhorar e garantir a permanência dos que já estão na nossa universidade e destes outros tantos que logo vão ingressar. É necessário adequar à estrutura física, capacitar os professores, informar os discentes e fornecer material adaptado para que se sintam acolhidos e permaneçam na universidade, concluindo um curso superior, inserindo-se no mercado de trabalho e incentivando outros deficientes a lutarem pelos seus direito, ingressarem no ensino superior, efetivando realmente a política de inclusão.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Dificuldades e Desafios na Inclusão de Acadêmicos com Deficiência Visual no Ensino Superior. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/64901. Acesso em: 16 maio. 2026.