O MST e os Movimentos Sociais do Campo: da Reforma Agrária à Educação do Campo

Autores

  • Carla Weber
  • Bárbara Machry Spengler
  • Bárbara Vaz

Palavras-chave:

Movimentos, sociais, campo, –, MST, Reforma, Agrária, Educação, Campo

Resumo

O presente estudo, proposto como avaliação final da disciplina de Movimentos Sociais e Educação do Curso de Pedagogia da Universidade Federal do Pampa, trata-se de uma pesquisa bibliográfica sobre Movimentos Sociais e Educação do Campo, tendo-se utilizado como principal referência a obra Pedagogia do Movimento Sem Terra, de Roseli Caldart (200). O objetivo desse trabalho foi refletir sobre como se deu o surgimento dos movimentos sociais do campo, sendo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) um dos seus principais representantes. Desse modo, reflete-se, principalmente, sobre a questão da organização operária em sindicatos/movimentos de luta quando seus direitos básicos são negados. Conforme esta autora, o nascimento do MST no Brasil, ocorreu a partir do final da década de 70, quando da transformação da agricultura brasileira, que expulsou muitas pessoas do campo, sobretudo aquelas que utilizavam intensivamente a mão-de-obra humana como a principal ferramenta de trabalho e que com a mecanização das lavouras tiveram que abandonar o campo, visto que o trabalho braçal já não era mais necessário. Em meio a esse cenário de luta pela terra, surge também a questão da Reforma Agrária, principal bandeira de luta dos militantes desse movimento, que lutam pela re-divisão (justa) de terras, pois, nos latifúndios, quando distribuídos aos sem-terra por meio da Reforma Agrária, passam a viver 20 a 30 vezes mais famílias do que antes, o que potencializa o mercado de consumo, beneficiando não só as famílias que vivem no campo, mas também aquelas que vivem nos centros urbanos. Por fim, analisam-se os dados do Censo Escolar de 2011 que tratam da precariedade da Educação do Campo, como: escassez de recursos didático-pedagógicos e implementação de projetos curriculares inadequados às realidades de vida e de produção da população do campo; a ausência de assistência pedagógica e de supervisão escolar nas escolas do campo; a inadequação do projeto pedagógico à realidade do campo; o despreparo dos professores que atuam nessas unidades escolares. Para mudar esse diagnóstico, o Ministério da Educação e Cultura lançou o Programa Nacional de Educação do Campo PRONACAMPO, em 2012, com vistas a universalizar o acesso à educação básica de qualidade o mais rápido possível para as populações do campo, a qual deve assegurar o direito do aluno ao acesso e permanência na escola. Mas, acima de tudo, entende-se que a educação a ser oferecida no campo deve ter caráter universal, porém contextualizada de acordo com as especificidades do meio, na perspectiva de sua valorização cultural, sem que os educandos sintam vergonha de serem camponeses/filhos de camponeses, diminuindo os índices de êxodo rural.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

O MST e os Movimentos Sociais do Campo: da Reforma Agrária à Educação do Campo. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/64888. Acesso em: 15 maio. 2026.