Grupos de Pesquisa em Neurofisiologia do Brasil: Distribuição Institucional e Regional

Autores

  • Aline Vieira
  • Marcos Roberto Torres Welter
  • Pâmela Billig Mello Carpes

Palavras-chave:

Fisiologia, Pesquisa, Científica, Sistema, Nervoso

Resumo

Os Grupos de Pesquisa (GP) concebidos a partir das orientações do CNPq têm sido um dos parâmetros de análise do desenvolvimento de uma área do conhecimento. Na área da Neurofisiologia, que estuda os mecanismos, funções e disfunções do Sistema Nervoso, poucas são as publicações que nos trazem informação de abrangência nacional acerca das atividades desenvolvidas nas instituições de ensino e pesquisa do país. Assim, o objetivo deste estudo é analisar a distribuição geográfica e institucional e a composição dos GP em Neurofisiologia do Brasil. Foram utilizados dados públicos obtidos junto ao Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq e aos currículos da Plataforma Lattes dos líderes. A busca utilizou o termo Neurofisiologia como palavra-chave e foi efetuada entre janeiro e abril de 2013; sendo dividida em duas etapas: a primeira analisou nome e linhas de pesquisa do grupo, tipo de instituições a que pertenciam, região geográfica, formação dos líderes e integrantes; a segunda, dados relacionados à formação e titulação dos líderes do GP, número de publicações e orientações concluídas. A análise estatística foi realizada através do programa GraphPad Prism®, versão 5.0 para Windows, sendo expressa na forma de média ± desvio padrão e/ou percentuais. Foram encontrados 52 GP com ao menos uma linha de pesquisa relacionada à Neurofisiologia. 71,15% dos grupos são de instituições federais, 17,31% de particulares e 11,54% de estaduais. O número total de membros é de 1326; 35% são pesquisadores, 61,46% estudantes e 3,54% corpo técnico. Quase metade dos GP foi criada nos últimos 5 anos, sendo que a maior parte atua na região Sudeste. Todos os líderes possuem doutorado e a maioria pós-doutorado; a sua produção bibliográfica e orientações concluídas apresentam prevalência na região Sul, seguida da região Sudeste. Percebe-se que, apesar de a educação superior ter passado, na última década, por um crescimento importante das instituições acadêmicas, principalmente de caráter privado, a produção científica continua sendo fomentada prioritariamente em instituições federais e no eixo Sul-Sudeste do país, o que pode ser justificado principalmente pelo desenvolvimento econômico e educacional do mesmo, além da presença de importantes órgãos de fomento, o que mostra a necessidade de políticas de descentralização que possam suprir as diferenças regionais. A análise dos dados revelou significante parcela de estudantes e pesquisadores envolvidos, ao passo que o percentual de corpo técnico apresentou-se baixo, o que pode vir a dificultar a manutenção dos laboratórios, importantes locais para produção científica nesta área. O aumento no número de GP em Neurofisiologia e a expansão da pesquisa nesta área e de um modo geral evidencia a necessidade de estudos que revelem a produção científica e atividades desenvolvidas para que haja informações que auxiliem na promoção da cultura científica e de inclusão social.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

Grupos de Pesquisa em Neurofisiologia do Brasil: Distribuição Institucional e Regional. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/64830. Acesso em: 15 maio. 2026.