BIOMA CAMPOS SULINOS: os desafios de sua conservação

Autores

  • Gisela Maria Bastos Do Nascimento
  • João Serafim Tusi Da Silveira

Palavras-chave:

Bioma Pampa, Desenvolvimento Rural Sustentável, e Desenvolvimento Agropastoril.

Resumo

 RESUMO. Introdução. A preocupação em preservar o meio ambiente foi gerada pela necessidade de proteger o espaço rural, como forma de reservar à população futura as mesmas condições e recursos naturais de que se dispõe no presente (CMMAD, 1998). A região objeto da pesquisa é denominada Campanha Gaúcha, Bioma Pampa ou Campos Sulinos, localizada na metade Sul do Estado do Rio Grande do Sul, área sob a qual se estende uma porção significativa do Aquífero Guarani, a maior reserva de água doce subterrânea do planeta. Este conjunto biodiverso irmana Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, totalizando 750 mil Km². Objetivo. Nesse contexto, o presente estudo aborda o tema da Sustentabilidade Ambiental no Bioma Pampa, visando integrá-lo às análises sobre a proteção ambiental na temática produção alimentar. Material e Método. A pesquisa possui o enfoque bibliográfico e busca debater informações e práticas no campo das questões ambientais e sustentabilidade do Bioma Pampa. De uma forma específica procura-se verificar as atividades agropastoris desenvolvidas no chamado Campos Sulinos, bem como a proteção da área abrangente desse ecossistema. Para alcançar o objetivo proposto, foram empregados procedimentos metodológicos baseados em pesquisa empírica realizada em livros, artigos científicos publicados em revistas especializadas, bases de dados das bibliotecas das universidades utilizando o sistema de busca na internet, além de dados estatísticos mensurados e difundidos pelos órgãos oficiais, que ao final forneceram os pilares para a construção da pesquisa e possibilitaram a construção das considerações finais do estudo. Resultado e Discussão. O Desenvolvimento Rural Sustentável configura-se como o desenvolvimento agropastoril em harmonia com o ambiente e com a segurança alimentar da população, centrado na solidariedade e na equidade. Nesse sentido a produção do Relatório Nosso Futuro Comum, ou Relatório de Brundtland de 1987, sob a liderança da primeira-ministra da Noruega, Gro Brundtland, ao explicitar oficialmente o conceito de Desenvolvimento Sustentável, reconhece a compatibilidade do crescimento econômico com a conservação da natureza. Assim, verifica-se que entre todos os países o Brasil tem a maior diversidade biológica mundial, possuindo grande variedade de biomas como a Amazônia, o Cerrado, a Mata Atlântica; a Caatinga; o Pantanal Mato-grossense, e o Pampa, que se traduz na detenção de várias espécies de plantas e animais, de importância impar para a economia de todo o planeta. Cada bioma elencado tem características próprias de diversidades biológicas. No Bioma Campos Sulinos, em consonância com Cruz e Guadagnin (2010), a sua conservação como construção social, no sentido de lugar de referência do homem campeiro e sua interferência sobre esse espaço, é embrionária no Brasil. Nessa trilha, a fronteira agrícola avança ocasionando mudanças na utilização da terra com novas alternativas socioeconômicas, resultando em degradação do ecossistema dos Campos Sulinos em razão da diminuição da cobertura vegetal, provocando um processo de erosão em grande extensão de terra, considerada extremamente vulnerável e degradável. A fragilidade dos solos e a baixa aptidão para a agricultura estão acelerando a degeneração da qualidade ambiental, contribuindo negativamente para as dimensões socioeconômica e ambiental do homem rural e causando o incremento da pobreza nessa região.

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Publicado

2013-03-15

Como Citar

BIOMA CAMPOS SULINOS: os desafios de sua conservação. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 4, n. 4, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/63938. Acesso em: 17 abr. 2026.