Perspectiva dos idosos acima de 50 anos com HIV/AIDS em realizar a Terapia Antirretroviral
Palavras-chave:
Saúde do Idoso, HIV, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, Terapia anti-retroviral de Alta atividadeResumo
Introdução: Observa-se um aumento expressivo do número de pessoas acima de 50 anos infectadas pelo HIV, passando de 17,5% em 1997 para 33,3% em 2009. Esse aumento é representado pelas questões de vulnerabilidade que perpassam nesta população. Contudo, a política de distribuição gratuita dos medicamentos antirretrovirais vem permitindo que pacientes possuam uma melhor perspectiva de vida, melhorando assim as taxas de morbidade e mortalidade causadas pela doença. Objetivo: Descrever a relação entre a perspectiva dos idosos acima de 50 anos com HIV/AIDS em realizar a TARV, com as características sociodemográficas, clínicas e comportamentais. Metodologia: Pesquisa de abordagem quantitativa, do tipo descritiva e de delineamento transversal. A população do estudo foi composta por adultos com HIV/AIDS, na faixa etária acima de 50 anos, que estivessem em Terapia Antirretroviral (TARV) no Hospital Universitário de Santa Maria. A coleta de dados ocorreu de abril de 2009 a outubro de 2010. Os dados foram analisados no Software Statistical Package for Social Science (SPSS), versão 17.0, por meio de uma análise bivariada, entre a perspectiva em realizar a TARV (fácil/mais ou menos/difícil) e as variáveis sociodemográficas, clínicas e comportamentais. A significância estatística adotada foi de ? 5 %. Resultados: A população do estudo foi composta por 72 pacientes, e tinham idade média de 57,2 anos. Foi encontrada significância estatística na relação entre as variáveis de perspectiva em realizar a TARV e o sexo (p = 0,051), responsável pela família (p = 0,022), necessidade de suspender ou trocar os medicamentos (p = 0,055), restrição das atividades de lazer (p = 0,000), ingere bebida desde que idade (p = 0,000), quantos dias da semana costuma beber (p = 0,030). Discussão: Relacionado às variáveis sociodemográficos, as características que apresentaram significância convergem com os dados epidemiológicos da doença no País, tendo uma maior predominância de casos no sexo masculino, e consequentemente estes serem o principal responsável pela família. A relação clínica com a perspectiva do idoso em realizar a TARV converge com outros estudos, uma vez que quanto maior a necessidade de suspender ou trocar os medicamentos, maior a dificuldade em realizar a TARV. As questões comportamentais vêm sendo apontadas como um determinante na perspectiva de idoso em realizar a TARV, sendo que o tratamento pode ser influenciado pela escolha de hábitos saudáveis, entre eles a realização de atividade física. A ingesta de bebida alcoólica torna-se preocupante, pois no Brasil existe um senso comum de que bebidas e medicamentos não podem ser misturados. Isso contribui para que mesmo pessoas que tem uma boa perspectiva sobre o tratamento, parem de tomar os medicamentos para consumir bebida alcoólica, ainda que socialmente. Conclusões: Dessa forma, destaca-se a necessidade de uma continua avaliação nas perspectivas dos idosos acima de 50 anos, relacionadas ao tratamento medicamentoso, a fim de estabelecer estratégias que possibilitem atender as características sociodemográficas, clínicas e comportamentais individuais de cada paciente, facilitando a realização do tratamento medicamentoso.Downloads
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Publicado
2013-03-15
Edição
Seção
Ciências da Saúde
Como Citar
Perspectiva dos idosos acima de 50 anos com HIV/AIDS em realizar a Terapia Antirretroviral. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 4, n. 4, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/63925. Acesso em: 17 abr. 2026.