Avaliação da capacidade antioxidante do extrato aquoso da linhaça dourada e marrom (Linum usitatissimum L.) na forma de grão pelo teste do DPPH.

Autores

  • Luísa Zuravski
  • Aline Augusti Boligon
  • Margareth Linde Athayde
  • Vanusa Manfredini

Palavras-chave:

Linhaça, radical livre, estresse oxidativo

Resumo

Os radicais livres (RLs) são agentes oxidantes altamente reativos. Em condições fisiológicas, os RLs podem desempenhar importante papel na regulação do organismo, no entanto, o aumento na sua produção e / ou a redução na sua eliminação gera um desequilíbrio fisiológico, caracterizando o estresse oxidativo. Evidências têm sugerido que alimentos, além das suas propriedades energéticas, podem conter compostos que agem sobre a fisiologia e saúde humana. Compostos antioxidantes presentes nos alimentos protegem o sistema biológico dos efeitos deletérios decorrentes da oxidação de macromoléculas como lipídeos de membrana, proteínas citosólicas, material genético ou estruturas celulares. Neste contexto, surge a linhaça (Linum usitatissimum L.). É relatado que uma refeição contendo linhaça tem elevado teor de proteínas, fibras solúveis e lignanas, um importante polifenol. O objetivo deste trabalho foi avaliar a capacidade antioxidante do extrato de linhaça dourada e marrom. Para realização dos testes foi realizada uma extração hidroalcóolica (30:70 v/v) da linhaça (20g%) durante sete dias, no escuro e com agitação diária. Após este período, o extrato foi filtrado e levado à secura em evaporador rotatório. Para avaliação da capacidade antioxidante, utilizou-se o método descrito por Choi e colaboradores em 2002, fazendo uso de ácido ascórbico como referência. O valor de IC50, ponto onde 50% do radical DPPH está oxidado foi calculado pela equação da reta ascendente conforme descrito na literatura. Os resultados obtidos mostraram valores de 0,226 e 0,275 mg/mL para grão de linhaça dourada e grão de linhaça marrom, respectivamente. Recente trabalho (Pratibha, Sushma e Rajinder, 2012) analisou a capacidade antioxidante da fração metanólica encontrando um valor de IC50 de 0,687 mg/mL. Os valores encontrados no presente trabalho são significativamente melhores que os encontrados no extrato metanólico. Estes resultados mostram que a linhaça possui potencial para se tornar um auxiliar na prevenção de diversas doenças que tem como base a produção de radicais livres, porém cabe ressaltar que estudos de biodisponibilidade são fundamentais para corroborar a sua utilização.

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Publicado

2013-03-15

Como Citar

Avaliação da capacidade antioxidante do extrato aquoso da linhaça dourada e marrom (Linum usitatissimum L.) na forma de grão pelo teste do DPPH. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 4, n. 4, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/63921. Acesso em: 17 abr. 2026.