Desigualdade Social e econômica no comércio de alimentos de famílias e pequenos produtores da Macrozona Universitária de Bagé.

Autores

  • Erick Soares Fernandes Oliveira
  • Erick Soares Fernandes Oliveira
  • Mayke Ochner Casati
  • Cristiane Da Rosa Bittencourt
  • Estevãn Martins De Oliveira

Palavras-chave:

Economia Familiar, Boas Práticas de Fabricação, Saúde Pública, Engenharia Econômica.

Resumo

Introdução: Famílias e pequenos produtores de baixa renda engajados na tarefa de manter suas famílias, oferecendo-lhes o atendimento de principalmente suas necessidades básicas, tem se emprenhado na confecção de produtos de Alimentação para o comércio local, levantando fundos e gerando renda. Nesse aspecto, foi observado que em alguns casos a disparidade econômica e social, são grandes em comparação com as demais famílias com o mesmo perfil participantes do trabalho de campo que realizou este levantamento. Objetivo: Promover a interação entre a universidade e as famílias e pequenos produtores ao redor, implementando noções de empreendedorismo, opções sanitárias, capacidade de gestão, produção e distribuição de produtos com qualidade, visando o aumento de renda através da capacitação de mão de obra.  Metodologia: Foram realizadas pesquisas através de questionários e entrevistas com as famílias e pequenos produtores com foco na capacitação e especialização da mão de obra e produção artesanal de comidas e alimentos, na renda obtida pela venda e comercialização dos produtos produzidos, bem como no oferecimento de capacitação dirigida para este público, garantindo que seus produtos sejam de qualidade assegurada, economicamente rentáveis e sustentáveis. Resultado: A disparidade dos resultados econômicos obtidos pelas famílias e pequenos produtores apresenta grande variação devido as interações que ocorrem no comércio e venda dos produtos produzidos, bem como na ineficaz propaganda, já que boa parte dos fabricantes não possuem uma visão crítica de seu potencial, nem tampouco apresentam interesse em buscarem capacitação neste sentido. Por outro lado, percebeu-se que uma parte significante dos entrevistados possui capacitação em áreas alimentícias como, por exemplo, a fabricação de pães, doces e guloseimas em geral, e mesmo assim, observou-se que durante o ato produtivo, não são levados em consideração práticas sanitárias que são regulamentadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), em suas normas e resoluções sobre as Boas Práticas de Fabricação. Conclusão: Sendo um agente preocupante a questão higiênico/sanitária que in loco surpreendem quando observadas, faz-se necessário a inserção deste público em ambientes de capacitação em cursos que promovam a estruturação tecnológica dessas famílias e produtores, alertando-os sobre a necessidade de cuidados na preparação, manuseio, armazenamento e comércio de alimentos, já que qualquer desvio de qualidade pode gerar ou desencadear consequências na esfera da saúde pública e coletiva.

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Publicado

2013-03-15

Como Citar

Desigualdade Social e econômica no comércio de alimentos de famílias e pequenos produtores da Macrozona Universitária de Bagé. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 4, n. 3, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/63650. Acesso em: 17 abr. 2026.