O Papel do Facilitador no VER-SUS PAMPA: Um Relato de Experiência

Autores

  • Paola Vanessa Da Luz Gomez
  • Danielle Celi Dos Santos Scholz
  • Mariana Mattia Corrêa
  • Odete Messa Torres
  • Rodrigo De Souza Balk

Palavras-chave:

VER-SUS PAMPA, FACILITADOR, VIVÊNCIA

Resumo

O VER-SUS PAMPA originou-se da mobilização de estudantes e professores integrantes do Programa de Extensão Práticas Integradas em Saúde Coletiva- PISC, sendo realizado nos municípios de Alegrete e Uruguaiana com o apoio da 10° Coordenadoria Regional de Saúde/RS, Secretárias Municipais de Saúde locais, UNIPAMPA e Ministério da Saúde. Possibilita o intercâmbio sobre a gestão do SUS entre os estudantes e trabalhadores da área da saúde, gestores regionais, municipais e de serviços de saúde, usuários nos serviços de saúde e conselheiros de saúde. No VER-SUS o papel do facilitador está ancorado no quadrilátero da Educação Permanente na perspectiva da aprendizagem significativa promovendo espaços de ensino-aprendizagem interativos e participativos, capazes de afetar os sujeitos aprendizes, mobilizando desejos e a capacidade de envolvimento.  E a partir desta proposta relatar as experiências dos estudantes enquanto facilitadores do VER-SUS PAMPA através da transformação do setor saúde por meio da formação. O VER-SUS-PAMPA ocorreu durante o período de 29 de janeiro à 10 de fevereiro de 2012 contando com a participação de   estudantes representantes de três universidades (Universidade Federal do Pampa, Universidade Federal de Santa Maria e Universidade Estadual do Centro- Oeste), dos cursos de Farmácia, Enfermagem, Serviço Social, Fisioterapia e Psicologia. Ao total, foram 21 participantes, sendo quatro destes facilitadores.Os estudantes tiveram vivências na Atenção Básica, Hospitais, Rede de Atenção Psicossocial, Movimento Sem Terra-MST, Quilombolas, Aterro Sanitário, Canil Municipal, Associação de Bairros, Movimento Social Fórum de Saúde Mental, Conselho Municipal de Saúde e 10ª Coordenadoria Regional de Saúde. No período da noite realizava-se debates com a mediação dos facilitadores, que utilizavam de elementos da aprendizagem significativa para promover discussões, formulando reflexões de forma coletiva, com embasamento em leituras a cerca dos temas em questão e construção de relatórios para o retorno das vivências aos apoiadores. A aprendizagem significativa proporciona um novo conhecimento estruturado de maneira lógica, com uma estrutura cognitiva que possibilite a conexão de apreender e conectar o seu conhecimento com aquele que pretende absorver. Tendo o facilitador uma aproximação maior com o campo da vivência por meio da formação para facilitadores, interlocução com as comissões organizadoras estaduais e locais e com profissionais que apoiam a vivência, estes são os mediadores da ações e conflitos  durante a vivência.  Neste sentido devem desempenhar liderança por meio do estabelecimento da interlocução com seus colegas de vivência, pró-atividade através da execução da agenda a partir da interlocução com as comissões organizadoras, articulação no sentindo de dialogar com os estudantes de forma singular e acolhimento, atento às demandas do outro sujeito no que se refere aos sentimentos e anseios em torno da vivência. Estas vivências permitiram além do aprendizado em relação sistema de saúde e suas articulações provocar nos estudante o compromisso transformações necessária no SUS, refletindo acerca do seu papel enquanto agente construtor e modificador.

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Publicado

2013-03-15

Como Citar

O Papel do Facilitador no VER-SUS PAMPA: Um Relato de Experiência. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 4, n. 3, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/63579. Acesso em: 20 abr. 2026.