Determinação do risco nutricional (NSI) e risco cardiovascular de Framingham e sua relação em um grupo de idosos de Uruguaiana, RS

Autores

  • Danieli Tonin
  • Daiana De Paula Fontoura
  • Julia Torres Cavalheiro
  • Évilin Costa Gueterres
  • Jacqueline Da Costa Escobar Piccoli

Palavras-chave:

Doenças Cardiovasculares, Envelhecimento, Avaliação Nutricional

Resumo

Introdução: O envelhecimento populacional é um fenômeno cada vez mais evidente. Estima-se que em 2050 haverá 2 bilhões de idosos no mundo, sendo 80% nos países desenvolvidos.  Os idosos são uma população de risco para desenvolvimento de doenças relacionadas ao envelhecimento e estudos demonstram aumento na incidência de doenças crônicas não transmissíveis, tais como as doenças cardiovasculares (DCV). Quanto à etiologia das DCV, foram identificados os fatores de risco, onde se destacam o tabagismo, a HAS e a hipercolesterolemia seguidos por diabetes, obesidade e inatividade física. A alimentação tem papel de destaque no desenvolvimento e progressão das DVC e são um dos fatores de risco modificáveis mais estudados.Objetivo: Avaliar a associação do risco cardiovascular de Framingham e risco nutricional (NSI), em um grupo de idosos de Uruguaiana/RS.Métodos:  Foram selecionados idosos (idade >60 anos) que assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e responderam a questionário estruturado; verificou-se a pressão arterial, medidas antropométricas. Coleta de sangue periférico foi conduzida em jejum de 12h para realização de exames bioquímicos. Como instrumentos de avaliação foram utilizados o Escore de Risco de Framingham para Doenças Cardiovasculares e a Classificação de Risco Global, segundo o Escore de Risco de Framingham e o The Nutrition Screening Initiative (NSI), para avaliação de risco nutricional.Resultados: Foram avaliados 50 idosos, 48 (96%) mulheres e 2 (4%) homens. Na análise de fatores de risco para obesidade, os idosos mostraram médias elevadas para circunferência da cintura (94,0±10,9 cm) e média de IMC indicativa de sobrepeso (27,1±4,3). Para o NSI, observou-se 8 (16%) idosos com Risco Alto, 19 (38%) Risco Moderado e 23 (46%) Risco Baixo. Quanto ao Framingham, 9 idosos (18%) apresentaram Risco Alto para Evento Coronariano, 19 (38%) obtiveram Risco Moderado e 22 (44%) Risco Baixo. Não houve associação estatisticamente significativa entre o risco NSI e o risco de Framingham (p=0,28).Discussão: Estatisticamente, não houve associação significativa entre o risco NSI e o risco de Framingham. Contudo, há uma tendência de risco, tendo em vista que 56% (n=28) dos idosos têm risco de Framingham entre classe moderada-alta e que 54% (n=27) apresentam risco nutricional (moderado-alto), sendo um dado preocupante, uma vez que dificilmente os indivíduos reduzem a sua classe de risco sem intervenções de saúde. Desta forma, o aumento da população (n) estudada poderá elucidar melhor esta relação. É evidente que alguns fatores de risco para possível desenvolvimento de doenças cardiovasculares (DCV) estão elevados. Há um número muito expressivo de idosos com sobrepeso, obesidade, e circunferência da cintura aumentada, o que pode levar ao desenvolvimento de síndrome metabólica, aumentando o risco para DCV.Conclusão: Os fatores nutricionais estão relacionados com o desenvolvimento de fatores de risco para desenvolvimento de DCV. A maioria da população estudada apresenta risco nutricional pelo NSI e risco cardiovascular pelo Escore de Framingham. O controle dos fatores relacionados com o aumento dos riscos estudados é fundamental para a melhora do quadro observado e para a promoção de uma melhor qualidade de vida entre os idosos.

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Publicado

2013-03-15

Como Citar

Determinação do risco nutricional (NSI) e risco cardiovascular de Framingham e sua relação em um grupo de idosos de Uruguaiana, RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 4, n. 3, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/63563. Acesso em: 20 abr. 2026.