Infecção Parasitária em Ruminantes e Equinos Necropsiados no Laboratário de Patologia Veterinária-Unipampa

Autores

  • Caroline Da Silva Silveira
  • M. A. Gonçalves
  • L. S. Quevedo
  • T. Schreiner
  • B. L. Anjos

Palavras-chave:

Parasitas, animais de produção, necropsia.

Resumo

O parasitismo em ruminantes e equinos é um problema que gera grandes perdas econômicas, que na maioria das vezes não são percebidos pelos produtores. Um amplo grupo de doenças parasitárias acomete rebanhos em todo o país e é responsável pela queda na produção, desenvolvimento retardado e mortalidade de animais. A maior ocorrência de um ou mais gêneros de parasitas depende de um conjunto de fatores, como: temperatura, precipitação pluviométrica, solo, tipo e manejo de pastagem, espécie, raça, idade, estado fisiológico e nutricional e manejo dos animais. Neste trabalho são relatados os casos de infecção por parasitas gastrintestinais e hemoparasitas em ruminantes e equídeos diagnosticados no LPV-UNIPAMPA no período entre janeiro de 2011 e setembro de 2012. As avaliações foram realizadas a partir de necropsias e amostras de tecidos fixadas em formol a 10% e processadas rotineiramente para histopatologia. No período de estudo foram realizadas 78 necropsias e processadas 11 amostras coletadas a campo por médicos veterinários e proprietários da região. Deste total, 47 avaliações foram de bovinos, dos quais 19 estavam parasitados. Dentre os bovinos parasitados, sete (37%) foram diagnosticados com hidatidose, sete (37%) com babesiose cerebral, quatro (21%) com fasciolose, um (5%) com encefalite por protozoário apicomplexa e um (5%) apresentou monieziose. O total de ovinos necropsiados foram 23 e destes, três estavam parasitados, foram diagnosticados com hemoncose três animais, e dois destes também foram diagnosticados com coenurose, em um ovino observou-se infeçção por Moniezia spp. Foram avaliados 19 equinos, onde três estavam parasitados, três apresentaram infecção por Gasterophilus spp.,e dois desses  também apresentaram infecção por Strongyllus spp. Os principais parasitas diagnosticados no LPV-UNIPAMPA no período do estudo decorreram de achados de necropsia e nem sempre foram a causa da morte dos animais avaliados. Dentre os bovinos parasitados a maior incidência foi de hidatidose, o Rio Grande do Sul é o estado que apresenta as maiores taxas desta infecção. A infecção por Babesia bovis foi uma das infecções parasitária mais frequente. A babesiose cerebral é uma das principais doenças do SNC de ruminantes na região. Em cerca de 21%, foi diagnosticado fasciolose que é responsável pela condenação de fígados em abatedouros. Um caso de infecção por protozoários apicomplexa foi diagnosticado associado a aborto. No estado, a infecção por Neospora caninum, Toxoplasma gondii e Sarcocystis spp. são importantes causas de perdas reprodutivas. Dos ovinos que apresentaram parasitas, todos estavam infectados por Haemonchus contortus, que durante sua permanência nos hospedeiros causam sérios danos, por ações espoliativas, tóxico-irritativas e obstrutivas, estando presente em todos os meses do ano na região. A cenurose é uma doença do SNC de ovinos causada por Coenurus cerebralis que é a forma larval da taenia Multiceps multiceps. Por último dois dos equinos estavam parasitados por Strongylus vulgaris que desencadeia mortalidade de equinos por cólica tromboembólica. A partir dos dados obtidos neste estudo, percebe-se a importância dessas infecções como causa de mortalidade de equinos e na maioria dos casos os problemas poderiam ter sido resolvidos com medidas simples de controle dos parasitas.    

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Publicado

2013-03-15

Como Citar

Infecção Parasitária em Ruminantes e Equinos Necropsiados no Laboratário de Patologia Veterinária-Unipampa. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 4, n. 3, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/63456. Acesso em: 17 abr. 2026.