A QuÍmica Que Não Vê - Experiência De Bolsistas Pibid No Ensino De QuÍmica Com Alunos Cegos E De Baixa Visão.
Palavras-chave:
Adaptação de recursos pedagógicos, inclusão, aulas de químicaResumo
O presente trabalho refere-se a aulas de Química ministradas pelos bolsistas PIBID Subprojeto Química da Escola Justino Quintana para alunos cegos e de baixa visão, para auxiliá-los nos estudos para o Exame Nacional do Ensino Médio ? ENEM, no ano de 2012. A carência ou séria diminuição da captação da informação ou de um canal sensorial da importância da visão faz com que a percepção da realidade de um cego seja muito diferente das que enxergam. Isso, contudo, não quer dizer que ele careça de possibilidades para conhecer o mundo ou para representá-lo. O que ocorre é que, para isso, o cego deve utilizar outros sistemas sensoriais. Dois sentidos mostram-se muito importantes: o ouvido e o tato (DINIZ, 2012, P. 57). Pensando nisso, adaptamos recursos para que o início do aprendizado destes alunos fosse o melhor possível e ampliassem os seus conhecimentos, partindo do pressuposto que os bolsistas não possuem experiência com Braille e alguns dos alunos cegos também não. Entretanto, este trabalho tem como objetivo ensinar os conceitos químicos para alunos cegos e de baixa visão para realizarem o Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM 2012, utilizando recursos adaptados e auditivos, facilitando assim a aprendizagem e a captação de conceitos químicos. Para tal, foram utilizados livros de Ciências do Ensino Fundamental e livros de Química para o Ensino Médio, recursos auditivos, além da produção de material para um melhor entendimento dos conceitos pelos alunos com baixa visão e totalmente cegos. O tato constitui um sistema sensorial que tem determinadas características e que permite captar diferentes propriedades dos objetos, tais como temperatura, textura, forma e relações espaciais. (DINIZ, 2012, P. 57). As aulas foram ministradas pelos bolsistas PIBID Subprojeto Química na Escola Estadual de Ensino Básico e Médio Professor Justino Costa Quintana durante três vezes por semana. Alguns dos alunos eram videntes antes de perder a visão, o que facilitou um pouco a compreensão de alguns dos conteúdos químicos estudados. Os alunos mostraram um bom desempenho durante as aulas e no processo de ensino-aprendizagem. Ao utilizar os recursos adaptados e auditivos os alunos demonstraram uma melhor compreensão dos conteúdos abordados e ao responder os exercícios, as respostas foram claras e concisas. O fato de os bolsistas não possuírem experiência nesta área de inclusão de pessoas com algum tipo de deficiência física não impediu que o trabalho e o ensino fossem transmitidos aos alunos. As explicações foram associadas a exemplos do cotidiano para que eles pudessem lembrar ou imaginar a situação problema e logo assimilar aos conceitos químicos. Apesar de alguns dos alunos não possuírem o conhecimento do Braille, eles adaptaram-se bem aos materiais que foram produzidos para facilitar a compreensão do ensino de Química. Para os bolsistas é de grande valia esta troca de saberes, esperamos que os alunos consigam alcançar os seus objetivos que é de entrar em um curso de graduação e consigam demonstrar para os de mais as suas conquistas.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Publicado
2013-03-15
Edição
Seção
Ciências Exatas e da Terra
Como Citar
A QuÍmica Que Não Vê - Experiência De Bolsistas Pibid No Ensino De QuÍmica Com Alunos Cegos E De Baixa Visão. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 4, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/63271. Acesso em: 22 abr. 2026.