A Inclusão Na Universidade

Autores

  • Fabiana Binato Da Rocha Brum
  • Izabelle Oliveira Ribeiro
  • Fernanda Do Amaral Ximendes

Palavras-chave:

universidade inclusão surdo

Resumo

Segundo a Constituição Federal (1998), o atendimento às pessoas com necessidades especiais deve dar-se preferencialmente na rede regular de ensino. Neste sentido, cabe às instituições e professores preparar-se para receber esta clientela de maneira que possam dar um atendimento especializado de qualidade, atendendo as especificidades. A experiência de inclusão de surdos na universidade é algo recente e os resultados aos poucos se evidenciam. De acordo com o Censo Demográfico Escolar (2006), as matrículas de alunos no ensino superior entre 2003 e 2005, avançaram 136%, passando de 5.078 alunos para 11.999. Problemas de adaptação à vida acadêmica e às obrigações que ela impõe conduzem muitas vezes ao fracasso e ao abandono, sendo o contexto universitário é desafiador para todos os jovens. Para conseguir assimilar as novas informações e os novos conhecimentos, eles precisam contornar as falhas da trajetória escolar anterior, como déficit de linguagem, inadequação das condições de estudo, falta de habilidades lógicas, problemas de compreensão em leitura e dificuldade de produção de textos (Sampaio, Santos, 2002). Mas, a integração requer não apenas capacidade para o desempenho das atividades acadêmicas, como também para o envolvimento com os colegas, os professores e o ambiente. Ambas são fundamentais nos primeiros anos do ensino superior para melhorar as chances de êxito (Diniz, Almeida, 2005; Ferreira, Almeida, Soares, 2001). Os jovens surdos, como quaisquer outros, terão de fazer frente a expectativas, normas e modos de funcionamento diferentes daqueles de sua experiência escolar anterior. A adaptação a essa nova realidade dependerá de suas características pessoais, habilidades, de sua história e da forma como encara esse período de desenvolvimento próprio da faixa etária do jovem adulto, marcado pela construção da identidade, da autonomia, de ideais e de relações interpessoais (Ferreira, Almeida, Soares, 2001). Segundo Goffredo (2004), para atender às necessidades educacionais especiais dos jovens surdos, o primeiro passo é assegurar seu ingresso na universidade por meio do vestibular. Mas isso não garante que a inclusão se concretize. Vencida a barreira do ingresso, o próximo desafio é a permanência no curso, que depende muito da mediação do intérprete. O intérprete da língua de sinais, como assinala Martins (2006), deve ser capaz de perceber as dificuldades do aluno surdo e de descobrir caminhos e métodos para atenuá-las. Deve ser uma ponte entre o aluno, o professor e conhecimento que ajude a superar a diferença linguística na interação comunicativa. Por isso, acrescenta a autora, a atuação do intérprete requer aprofundamento teórico nas diferentes áreas de estudo, familiaridade com a linguagem utilizada em cada situação e experiência educacional. Evidenciar a inclusão na realidade da Universidade.  Trata-se de uma reflexão embasada teoricamente a partir de uma experiência como bolsista do Núcleo de Desenvolvimento Educacional ? NuDE (UNIPAMPA). Percebe-se que a Universidade precisa rever vários aspectos para conseguir atingir a inclusão de seus alunos no ambiente educacional. É um desafio constante dos gestores, docentes, discentes e técnicos administrativos em prol de uma Educação para todos.

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Publicado

2013-03-15

Como Citar

A Inclusão Na Universidade. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 4, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/63256. Acesso em: 17 abr. 2026.