Tratamento de fratura de rádio e ulna com não-união através do uso de placa óssea em cão ? Relato de caso
Palavras-chave:
Cicatrização óssea. Canaleta de alumínio. Fixação interna.Resumo
A consolidação da fratura geralmente ocorre de forma ordenada quando os componentes mecânicos e biológicos estão presentes. A utilização de técnicas e implantes adequados permitem resultados bem-sucedidos. Entretanto, complicações podem dificultar o reparo e consolidação das fraturas, incluindo osteomielite, afrouxamento do implante e instabilidade da fratura. Essas complicações podem resultar em união tardia, não-união ou má-união da fratura. Nas fraturas com não-união a progressão da cicatrização óssea aparentemente parou, existe movimentação no local e a consolidação sem intervenção é improvável.O objetivo deste trabalho é relatar o tratamento de fratura de rádio e ulna com não-união através do uso de placa óssea. Foi atendido um canino fêmea, raça Poodle, com quatro anos de idade, pesando 2,7 kg, com histórico de traumatismo no membro torácico direito (MTD). A paciente foi encaminhada por outro veterinário com diagnóstico de fratura de rádio e ulna e com tratamento fechado através de coaptação externa com canaleta de alumínio há 60 dias. Ao exame físico, observou-se que o animal não apoiava o membro e constatou-se que parte proximal da canaleta havia sido removida devido à presença de lesão no cotovelo, tornando-a ineficiente, pois é necessária a imobilização de, pelo menos, uma articulação adjacente à linha de fratura. Com a remoção da canaleta de alumínio foi observada atrofia muscular do membro. Ao exame radiográfico constatou-se fratura simples, completa, transversa, fechada, sem deslocamento, diafisária distal de rádio e ulna, sendo esta considerada uma fratura estável. Com o exame radiográfico não foi observada cicatrização óssea, levando, o animal, para o tratamento cirúrgico.O paciente foi submetido à medicação pré-anestésica com midazolam (0,3 mg/kg) e morfina (0,3 mg/kg), indução com propofol (4 mg/kg) e manutenção anestésica com isofluorano ao efeito em oxigênio a 100% através de intubação orotraqueal. Foi realizada anti-sepsia com clorexidine alcoólico 0,5% na área operatória. Realizou-se incisão de pele longitudinal na face craniolateral da diáfise radial e divulsão do tecido subcutâneo. Após, realizou-se o afastamento dos músculos extensores radial do carpo e digital lateral e abdutor longo do polegar, possibilitando a visualização da linha de fratura radial. A estabilização dos fragmentos ósseos foi realizada com placa óssea de neutralização contendo cinco furos. A fixação da mesma foi realizada através do emprego de três parafusos corticais no fragmento proximal e dois parafusos corticais no fragmento distal. A redução do subcutâneo foi realizada com sutura contínua simples com fio absorvível sintético poliglactina 910 número 3-0 e a dermorrafia com sutura isolada simples usando mononáilon número 4-0. Transcorridos 13 dias, a paciente encontrava-se em ótima evolução clínica, apoiando o membro parcialmente.Observa-se que não ter seguido um dos princípios básicos de imobilização externa (imobilização das articulações adjacentes ao foco de fratura), provavelmente levou ao tratamento insatisfatório no presente caso. Sendo assim, a placa óssea, garantiu estabilidade adequada dos fragmentos, sem interferir com as articulações adjacentes, permitindo ao animal o uso precoce do membro e auxiliando na redução da atrofia muscular.Downloads
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Publicado
2013-03-15
Edição
Seção
Ciências Agrárias
Como Citar
Tratamento de fratura de rádio e ulna com não-união através do uso de placa óssea em cão ? Relato de caso. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 4, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/63191. Acesso em: 17 abr. 2026.