Diagnóstico e Orientação Alimentar dos Estudantes de Ensino Fundamental e Infantil das Escolas dos Bairros Nova Esperança, Malafaia e Ivo Ferronato ? Bagé-RS

Autores

  • Djenifer Kirch Kipper
  • Bruna Fonseca Antunes
  • Graziella Bruni
  • Tagiane Machado Nunes.
  • Estevãn Martins De Oliveira

Palavras-chave:

Hábitos alimentares, saúde, desempenho estudantil, segurança alimentar

Resumo

Introdução: O rendimento escolar em vários níveis do aprendizado está associado ao bem estar do aluno e de sua família nos princípios básicos de suas necessidades: moradia, higiene e alimentação. A Universidade, estando inserida em uma área de desfavorecimento social, tem por responsabilidade o desenvolvimento de metas que visem à transformação do meio e da sociedade contribuindo assim para o seu crescimento sócio - educacional. Objetivo: O projeto tem por objetivo diagnosticar os hábitos alimentares dos alunos na fase escolar do ensino fundamental e médio em áreas economicamente desfavorecidas. Em um segundo momento, visa desenvolver oficinas para a população alvo levando o conhecimento em segurança alimentar, e bons hábitos de alimentação a todos. Metodologia: Nesta ação foram estabelecidas parcerias com a Secretária de Saúde e Educação do município a fim de obter informações relacionadas à Escola Municipal Fundamental Peri Coronel e, Escola Municipal infantil Zita Vargas. Foram elaborados questionários sócio-econômico cultural, os quais foram aplicados nas escolas para obter informações sobre os alunos, professores e servidores. Resultados e discussões: Os resultados parciais do diagnóstico do perfil alimentar realizado na escola Peri Coronel, de acordo com as faixas etárias e grupos alimentares foram: (1) Grupo dos pães, cereais, arroz e massas: Pré-escolar (2 à 6 anos): 95,5 %; Escolar (7 à 11 anos): 84%; Adolescente (12 à 18 anos): 85,98%; Adultos (19 à 60 anos): 82,6%; (2) Grupo das frutas: Pré-escolar: 86,75 %; Escolar: 87,5 %; Adolescente: 89,48 %; Adulto: 76,86%; (3) Grupo das hortaliças e leguminosas: Pré-escolar: 68,59%; Escolar: 69%; Adolescente: 67,19%; Adulto: 69 %; (4) Grupo das carnes, aves, peixes e ovos: Pré-escolar: 77,55%; Escolar: 74,3%; Adolescente: 81,70%; Adulto: 72,1%; (5) Grupo dos laticínios, leite, iogurte e queijos: Pré-escolar: 82,05%; Escolar: 86,3 %; Adolescente: 87,25%; Adulto: 60,85%; (6) Óleos e gorduras: Pré-escolar: 83,33%; Escolar: 84,4%; Adolescente: 90,12%; Adulto: 71,73%; (7) Doces (guloseimas): Pré-escolar: 87,69%; Escolar: 88,3%; Adolescente: 84,07%; Adulto: 64,34%; (8) Água: Pré-escolar: 92,30%; Escolar: 97,2%; Adolescente: 91,71%; Adulto: 86,95%. Conclusões parciais: De acordo com os resultados obtidos até o momento, foi possível diagnosticar os hábitos alimentares das diversas faixas etárias assistidas pelas escolas, constatando-se que apesar da vulnerabilidade sócio-econômica e, mesmo tendo um consumo considerável de doces e gorduras, os alunos possuem uma alimentação equilibrada, a qual está relacionada com a qualidade nutricional da merenda escolar. Dentre os alunos participantes da pesquisa, foi possível evidenciar que os adultos possuem uma dieta ?pobre? de carnes, laticínios, hortaliças e frutas, não atendendo de maneira correta às suas necessidades nutricionais diárias, provavelmente isso deve-se ao fato de que a maioria não costuma consumir a merenda fornecida pela escola.

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Publicado

2013-02-03

Como Citar

Diagnóstico e Orientação Alimentar dos Estudantes de Ensino Fundamental e Infantil das Escolas dos Bairros Nova Esperança, Malafaia e Ivo Ferronato ? Bagé-RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 3, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/63146. Acesso em: 19 abr. 2026.