Hipertensão Arterial Sistêmica E Adesão à Medicação
Palavras-chave:
Palavras-chaves: hipertensão, fisioterapia, adesão à medicaçãoResumo
A população mundial ao longo dos anos vem modificando drasticamente seu estilo de vida, e com isso ocorrendo o aumento dos casos de doenças cardiovasculares, entre elas a hipertensão arterial sistêmica (HAS), que ocasiona custos elevados para os sistemas de saúde e da previdência social devido à mortalidade e invalidez precoces, e, sobretudo para a sociedade, famílias e as pessoas portadoras dessas doenças. O tratamento medicamentoso é um dos métodos utilizados para o controle da pressão arterial sistêmica (PAS), contudo acredita-se que a cultura e a falta de medicamentos em postos de saúde afetam diretamente os hipertensos na forma como enfrentam a doença e o tratamento dessa enfermidade. Este trabalho faz parte do projeto de extensão do Curso de Fisioterapia: ?Avaliação e orientação para prevenção de doenças cardiovasculares em hipertensos na cidade de Uruguaiana-RS? e teve como objetivo verificar a aderência do hipertenso ao tratamento medicamentoso. Foi entrevistado 33 hipertensos em ambiente domiciliar, todos pertencentes à Estratégia Saúde da Família (ESF) 2, no município de Uruguaiana-RS, no período de Agosto à Setembro de 2011. Os critérios de inclusão foram: ser hipertenso, independente de gênero, idade, etnia, escolaridade, classe social, e pertencer a ESF 2. Os entrevistados responderam a um questionário, que continha 6 partes distintas: I-Anamnese, II-Hábitos alimentares, III-Hábitos diários, IV-Atenção primária/patologias associadas, V-Exames complementares, VI-Observações. Dos 33 hipertensos entrevistados, 2 (6,06%) relataram alterar a dosagem prescrita pelo clínico por conta própria, 4 (12,12%) não fizeram o uso do fármaco por falta de recursos financeiros para comprar o remédio que estava em falta no estoque da unidade básica de saúde e 5 (15,15%) relataram que não realizavam a consulta fazia tempo no posto de saúde e sentiam que o medicamento não fazia o mesmo efeito. E alguns acreditam que o tratamento medicamento reverte a sua doença crônica, a HAS. Contudo, pode-se ressaltar que os aspectos sócio-culturais, a carência de informação e de auxílio pareciam influenciar no conhecimento que o hipertenso tem sobre o seu processo de saúde-doença e nas práticas de saúde adotadas. A educação em saúde ao hipertenso contribui em esclarecer dúvidas, modificar hábitos errôneos da medicalização e auto-medicação, orienta para o uso racional de medicamentos, além de melhorar o seu estado de saúde e prevenir futuros problemas decorrentes da hipertensão arterial sistêmica, através do processo dialógico de ensino-aprendizagem. Os hipertensos entrevistados aderiram ao tratamento medicamento e entendiam que somente este podia resolver seu problema de hipertensão e não entendiam como outra forma de tratamento: o não-medicamentoso e que este não surtia efeito.Downloads
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Publicado
2013-02-03
Edição
Seção
Ciências da Saúde
Como Citar
Hipertensão Arterial Sistêmica E Adesão à Medicação. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 3, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/63013. Acesso em: 18 abr. 2026.