Escuta Ativa Como Ferramenta Ao Autocuidado: As Vivências De Acadêmicos Da Unipampa AtravÉs De Visitas Domiciliares à UsuÁria Do Pisc A

Autores

  • Mariane Amâncio De Oliveira
  • Rochele Santana
  • Danielle Scholz
  • Felipa Bassante
  • Maria De Lurdes Custodeo Duarte.
  • Odete Messa Torres

Palavras-chave:

visita domiciliar autocuidado escuta ativa

Resumo

Esse relato descreve as vivências dos bolsistas do Programa de Extensão Práticas Integradas em Saúde Coletiva (PISC), da Universidade Federal do Pampa do campus Uruguaiana, que por meio de visitas domiciliares (VDs) feitas de forma interdisciplinar presta cuidados junto às comunidades das Unidades Básicas de Saúde. A visita domiciliar constitui-se num momento rico, no qual se estabelece o movimento das relações, ou seja, a escuta qualificada, o vínculo e acolhimento, favorecendo que o usuário se torne mais independente na sua própria produção de saúde. Nesse contexto, objetivamos refletir sobre a importância das VDs realizadas a uma usuária idosa de 60 anos, com artrite reumatóide e úlcera venosa, fazendo uso de corticóides e medicamentos para a circulação, tendo como demanda a dificuldade em realizar as atividades cotidianas e de lazer em função das dores e das úlceras da perna, alem de não ter ânimo para cuidar da saúde, tomar medicações e procurar tratamento, assim promovemos através da escuta ativa como motivação para o autocuidado. Este é um relato de experiência, onde utilizamos um diário de campo para os devidos registros, as VDs foram realizadas uma vez na semana, com duração de uma hora e meia, de forma interdisciplinar, ouvindo a usuária, buscando identificar suas necessidades, além de realizar os cuidados necessários. Ao iniciarmos as VDs foi notória a visão limitante em relação ao reconhecimento das possibilidades de melhora em sua qualidade de vida. A condição de idade associada à doença e ao abandono por parte da família foram fatores que a levaram a desacreditar nas possibilidades de melhora e de continuidade de suas tarefas da vida diária. Tais mudanças passam desta forma a repercutir não somente em sua condição física como também psicológica. Logo nas primeiras visitas identificamos que em função das doenças e fatores psicossociais envolvidos nesse contexto, a escuta ativa seria fundamental no processo de motivação do autocuidado da mesma. Nesse sentido, a escuta ativa caracteriza-se como a capacidade do profissional de propiciar um espaço para que o usuário possa expressar aquilo que sabe, pensa e sente em relação a sua situação de saúde, bem como para responder às reais expectativas, dúvidas e necessidades deste. Na relevância de torná-la protagonista do seu cuidado, nosso interesse em trabalhar o autocuidado foi pautado pelo pressuposto que a atitude de cuidar não pode ser apenas uma pequena e subordinada tarefa das práticas de saúde, mas deve ser percebidas em suas necessidades específicas e particulares de cuidado, relativas aos seus problemas fisiopatológicos, afetivos e sociais para que o enfrentamento das situações vividas possa ser realizado de forma mais harmônica no contexto domiciliar.Os resultados apontam,que pode-se planejar ações a serem desenvolvidas por meio da escuta, compreendendcompreendendo a real necessidade dentro do contexto no qual está inserida a usuária.

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Publicado

2013-02-03

Como Citar

Escuta Ativa Como Ferramenta Ao Autocuidado: As Vivências De Acadêmicos Da Unipampa AtravÉs De Visitas Domiciliares à UsuÁria Do Pisc A. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 3, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62927. Acesso em: 21 abr. 2026.