PIBID: a Régua Mágica como dispositivo para estudar os Números Inteiros
Palavras-chave:
PIBID, Matemática, Ensino FundamentalResumo
É na sexta série do Ensino Fundamental que, usualmente, os alunos começam a realizar os primeiros cálculos com os números negativos. Para alguns, esse estudo pode ser bastante difícil, de tal forma que dificuldades com os sinais dos resultados de operações envolvendo valores negativos são identificadas mesmo depois de os estudantes concluírem esse nível de ensino. Pensando nessa dificuldade, o grupo de bolsistas de matemática do Programa de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), da Licenciatura em Ciências Exatas, da UNIPAMPA, sob supervisão da professora de três turmas de sexta série de uma escola pública da cidade de Caçapava do Sul, realizou uma intervenção utilizando um dispositivo denominado Régua Mágica. O objetivo da intervenção era facilitar o entendimento dos estudantes de sexta série das operações com números inteiros, positivos e negativos. O grupo tomou conhecimento do dispositivo Régua Mágica na Revista Nova Escola. Após estudo sobre seu funcionamento e sua viabilidade, as bolsistas desenvolveram uma intervenção de duas horas aula em cada uma das três turmas. O dispositivo é construído com duas tiras de cartolina, formando duas retas numéricas que vão dos números -12 ao +12, movendo-se para a direita e para a esquerda, e permitindo resolver somas e subtrações com números inteiros. Parte da Régua Mágica foi confeccionada antes das aulas, pois o tempo para sua construção é longo. A primeira aula foi usada para explicar o dispositivo. Além das explicações sobre seu uso, foram colocados vários exemplos no quadro verde para os alunos resolverem em uma folha com a ajuda da Régua Mágica. Para os alunos de sexta série, não é difícil realizar uma operação em que se subtrai um valor menor de um maior (exemplo: 5 ? 2), mas quando esse cálculo é inverso (exemplo: 2 ? 5), os alunos não conseguem entender como é possível realizar a operação. A atividade com a Régua Mágica contribuiu para facilitar a compreensão dos alunos de que se pode operar com números menores que zero. No começo da atividade, houve certa dificuldade por parte deles no manuseio do dispositivo, mas com as explicações das bolsistas constatou-se que a atividade fluía normalmente. Com a visão dos números positivos e negativos na Régua Mágica, os alunos perceberam que se tornava mais fácil a resolução das questões propostas. No final da atividade, eles faziam as operações sem o auxilio do dispositivo. As bolsistas reuniram-se após a atividade para comentar os resultados e consideraram que o uso de material concreto e a visualização das quantidades negativas torna mais fácil a aprendizagem de operações, conseguindo assim facilitar a aprendizagem dos alunos em relação às operações com números inteiros, em especial os negativos. (Agência Financiadora: CAPES/PIBID-2009)Downloads
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Publicado
2013-02-03
Edição
Seção
Ciências Exatas e da Terra
Como Citar
PIBID: a Régua Mágica como dispositivo para estudar os Números Inteiros. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62655. Acesso em: 18 abr. 2026.