PrÉ-eclâmpsia E Eclâmpsia: Fatores De Risco, Complicações E Diagnóstico MÉdico
Palavras-chave:
pré-eclâmpsia, eclâmpsia, Doença Hipertensiva Específica da Gestação, gravidezResumo
A Doença Hipertensiva Específica da Gestação (DHEG) é um dos distúrbios mais comuns na gestação, classificando-se em: pré-eclâmpsia e eclâmpsia (PEREIRA et al, 2005). A pré-eclâmpsia (PE) é uma doença caracterizada pela hipertensão e proteinúria durante a segunda metade da gravidez (SERRANO, 2002), já a eclâmpsia é a evolução do quadro clinico da pré-eclâmpsia juntamente com o aparecimento de convulsões (BROWN, 2000). O presente artigo visa a investigação dos fatores de risco da pré-eclâmpsia e eclâmpsia, assim como a análise das complicações materno-fetais e critérios para o diagnóstico. Apresenta uma revisão da literatura através da pesquisa de artigos no meio eletrônico, como Scielo e PubMed, no período de 2000 a 2010. Segundo, Peraçoli e Parpinelli (2005) a eclâmpsia é comumente precedida de distúrbios do sistema nervoso central, visuais e gástricos. Alguns estudos têm sugerido como fatores de risco para a PE o aumento das triglicérides e colesterol LDL, diminuição do colesterol HDL, infecções genito-urinárias e imunidade adaptativa, mas eles não explicam em conjunto o desenvolvimento da doença (DEKKER e SIBAI; ROBERTS, 2001). De acordo com Bankowski (2006) e Carvalho (2002), o risco de PE é aumentado em primigestas, multigestas, mães adolescentes, com mais de 40 anos, mulheres negras, com história de diabetes, hipertensão crônica, lupus eritematoso, história de eclâmpsia na primeira gestação, história familiar positiva de pré-eclâmpsia ou eclâmpsia, hidropsia fetal e doença renal. Segundo o estudo de coorte prospectivo de Wendland et al (2008) em clínicas de atendimento pré-natal do Sistema Único de Saúde de seis capitais do Brasil com 4.766 mulheres grávidas de 20 a 48 anos de idade, avaliou-se que as mulheres nulíparas tiveram maior incidência, desenvolvendo a pré-eclâmpsia. Gravidez precoce, ganho de peso, paridade, nível de escolaridade e tabagismo foram os fatores associados com maiores chances de desenvolver tanto diabetes gestacional, como pré-eclampsia. Quanto ao tratamento da PE, a hidralazina e a metildopa são os fármacos usados comumente como anti-hipertensivos durante a gestação, promovendo o relaxamento do músculo liso das arteríolas periféricas e a redução da resistência vascular (GÜNENÇ et al, 2002). Por fim, pode-se afirmar que a prevenção da eclâmpsia se faz através do diagnóstico precoce da DHEG e da identificação dos sinais premonitórios da crise convulsiva. Quando essas situações se fazem presentes devem-se utilizar medicações anticonvulsivantes e, confirmado o caso de eminência da eclâmpsia, tomar a conduta obstétrica, que geralmente é a interrupção da gestação. Portanto, mesmo com a introdução da terapia anti-hipertensiva durante a gestação, que é de fundamental importância para o atendimento à gestante com DHEG, poucos avanços foram conseguidos em relação à prevenção das intercorrências perinatais. Assim, os mecanismos que desencadeiam a patologia devem ser totalmente determinados e corroborados pela saúde pública.Downloads
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Publicado
2013-02-03
Edição
Seção
Ciências da Saúde
Como Citar
PrÉ-eclâmpsia E Eclâmpsia: Fatores De Risco, Complicações E Diagnóstico MÉdico. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62605. Acesso em: 22 abr. 2026.