Pampa: Alma, Vida, Identidade E Tradição

Autores

  • Josiane Da Silva Quintana Alves
  • Vera Lúcia Cardoso Medeiros
  • Rosa Lúcia Duarte Rodrigues

Palavras-chave:

Pampa, Identidade, Lirismo

Resumo

Introdução: São muitas as formas em que se manifestam o espaço pampa, porém poucos os estudos sobre estas manifestações. Sabe-se que este espaço é rico em paisagens diversificadas, que vão se serras a planícies, de morros rupestres a coxilhas. Mais do que isso, é nele que se revela a verdadeira identidade do povo gaúcho, por isso, ao falar de pampa, fala-se de emoção, alma, vida e tradição. Material e Métodos: Inspiradas pela paixão por essa terra tão peculiar e motivadas pela necessidade de tais estudos apresenta-se nesse trabalho a análise de quatro poemas, a saber, ?A Corticeira?, ?Flores do Pampa?, O pampa a tarde? e o ?Silêncio do Pampa?, que se encontra no livro ?O gênio do pampa?, produzido em 1958, pelo padre Pedro Luis, com o intuito de disseminar o que realmente significa e representa este espaço. Para tal, analisamos como o autor representa o pampa através de sua fauna, flora e da relação do homem com este ambiente, sendo este último o foco de nossa avaliação. Resultados e Discussão: Em ?O Gênio do Pampa?, percebe-se o pampa é visto com tamanho deslumbramento que por inúmeras vezes seus campos são tratados como sinônimos de alegria e fertilidade, onde não apenas nascem lindas flores, mas onde até as idéias florescem, em meio a campos verdes e seus habitantes (aves, vacas, cavalos e gente de todo jeito) vivem livres e faceiros desfrutando das riquezas dessa colcha verde que é o nosso rincão. Conclusões: Por meio dessa análise, constata-se que tanto para as analistas quanto para o autor, pampa não é apenas um tipo de campo, uma definição, um título, trata-se na verdade da marca identitária de um povo, cujos referenciais são: o vento minuano, próprio da região; a imagem dos animais corcoveando por esse imenso cinturão verde, o céu do tamanho do pampa, onde brilham estrelas como relâmpagos de opalas e o chão florido que nem sempre é notado assemelhando-se a almas escondidas. Orgão de Fomento:

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Publicado

2013-02-01

Como Citar

Pampa: Alma, Vida, Identidade E Tradição. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62520. Acesso em: 8 out. 2026.