AnÁlise De Amostras FitolÍticas Da Formação Touro Passo (pleistoceno Superior) Rio Grande Do Sul, Brasil (dados Preliminares)
Palavras-chave:
Sicofitólitos, Paleoecologia, QuarternárioResumo
Introdução: Silicofitólitos são pequenas acumulações silicosas que se encontram nos espaços intercelulares do tecido epidérmico dos vegetais. Sua composição permite uma preservação durapártica, que é facilitada pela baixa oxidação sofrida. Os fitólitos são muito utilizados como ferramentas paleoambientais.Assim sendo este trabalho tem como objetivo analisar a presença da paleovegetação presente na formação Touro Passo, assim como compreender a relação da mesma com o paleoclima. Material e Métodos: A formação Touro Passo localiza-se entre os municípios de Uruguaiana e Itaqui no Rio Grande do Sul. O conjunto de afloramentos fossilíferos tem sido atribuído ao pleistoceno superior, idade-mamífero lujanense. De cada assembléia correspondente à Barranca Grande e a Ponte Velha I, com o auxílio de uma pá foram obtidas amostras em profundidades de 20 cm, 30 cm, 40 cm e 50 cm de sedimento, armazenados em sacos plásticos etiquetados, e posteriormente levados ao laboratório de solos da Puc Uruguaiana, para prosseguir com as atividades de extração dos silicofitolitos do sedimento, sendo utilizada a técnica de extração de fitólitos proposta por Zucol e Osterrieth, 2002. Foram montadas num total de 20 lâminas correspondentes a assembléia da Barranca Grande e 20 lâminas à Ponte Velha I, as mesmas foram visualizadas em microscópio óptico, para a identificação dos fitólitos. Resultados e Discussão: Até o momento foram estudadas 12 lâminas correspondentes a assembléia da Barranca Grande, onde no total foram classificadas quinze morfotribos e identificados quinze morfogêneros, a morfotribo Amorfolita foi desconsiderada quantitativamente por ser definida como todo e qualquer fragmento de fitólito inclassificável. A morfotribo encontrada em todas as lâminas, e que apresentou mais diversidade de formas opálicas foi a Prismatolita, desta foram classificados seis morfogêneros; entre eles encontrou-se o Psiloprismatolita caracterizado por apresentar superfície rugosa e bordas lisas também por possuir afinidade botânica com Juncos effusus; também o Catenoprismatolita comum em Jamesonia bogotensis; uma pteridófita representada no Brasil por outros gêneros, que possuem a característica de estarem associados às florestas de Araucária ou locais rochosos e úmidos, trata-se de um fitólito característico por apresentar bordas com três ou mais lóbulos visíveis e largos. Já o Uldoprismatolita encontrado em todas as amostras é caracterizado por possuir uma das bordas serrilhada, ondulada ou denteada ocorre comumente em Carex pinchicensis, uma macrófita aquática da família das Cyperaceas. As morfotribos Braquiolita e Estrobilolita encontraram-se presentes em 11 lâminas, entretanto pequena foi a diversidade encontrada entre seus morfogêneros. Deu-se destaque a morfotribo Globulita representada pelo gênero Globulolithum, pois possuem vasta afinidade com a família Arecaceae, família que possui poucas espécies que chegam até áreas subtropicais segundo Ribeiro et. al; 1999 porém até o momento não há registro para sua existência desta família na mata ciliar do arroio Touro Passo. Conclusões: Contudo os presentes resultados conferem com Bombim, 1976 sendo as morfotribos encontradas indicativas de microclima úmido, porém não necessariamente quente talvez semelhante ao atual; assim também como nos indicam os dados paleofaunísticos estudados na região por Kerber e Oliveira, 2008 onde a presença de Tupinambis, H. hydrochaeris, Tapirus, Tayassu, H. paulacoutoi e Testudines indicam um clima tropical à intertropical. Orgão de Fomento: BPA/PUCRSDownloads
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Publicado
2013-02-01
Edição
Seção
Salão Internacional de Iniciação Científica
Como Citar
AnÁlise De Amostras FitolÍticas Da Formação Touro Passo (pleistoceno Superior) Rio Grande Do Sul, Brasil (dados Preliminares). Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62206. Acesso em: 8 out. 2026.