AnÁlise Da Composição FlorÍstica E Da Estrutura Da Vegetação De Um Fragmento De Floresta Ciliar Na Bacia Do Rio VacacaÍ Em São Gabriel, Rio Grande Do Sul
Palavras-chave:
composição florística, estrutura da vegetaçãoResumo
Introdução: A metade sul do Rio Grande do Sul vem sofrendo grande pressão desenvolvimentista devido á vários programas governamentais. A vegetação regional é característica do bioma Pampa, onde ocorrem matas de galerias e capões cuja composição foi pouca estudada até o presente, sendo necessário conhecê-las para que possam ser conservadas e manejadas adequadamente. O presente trabalho tem como objetivo caracterizar a composição florística e a estrutura horizontal de uma fração de mata ciliar com cerca de dois hectares ás margens do rio vacacaí em São Gabriel, RS. Material e Métodos: A coleta de dados deste inventário preliminar foi realizada por amostragem sistemática com 4 parcelas de 100 metros quadrados dispostas em linhas, considerando-se todas as árvores com mais de 5 cm de DAP. Foi coletado material botânico para identificação e medidos os DAPs, a altura total e a altura de copa de cada árvore. A biodiversidade foi determinada pelo índice de Shannon-Winner (UFSM/SEMA, 2001) e foi construída a curva de espécies por área para determinação do número de parcelas necessário para o inventário fitossociológico definitivo. Esta pesquisa deverá ser concluída em julho de 2010. Resultados e Discussão: Os resultados aqui apresentados são preliminares e correspondem às 4 unidades amostrais do inventário piloto. As espécies encontradas na área pesquisadas foram: Casearia decandra, nome comum guaçatumga, família Flacourtiaceae; Myrciaria tenella (DC). O. Berg, nome comum camboim, família Myrtaceae; Casearia sylvestris SW, nome comum chá-de-bugre, família Flacourtiaceae; Cupania vernalis Cambess, nome comum camboatá-vermelho, família Sapindaceae; Fícus luschnathiana (Miq) Miq., nome comum figueira-do-mato, família Moraceae; Brunsfelsia uniflora (Pohl) D. Don, nome comum manacá-de-cheiro, família Solanaceae; Luehea divaricata Marte, nome comum açoita-cavalo, família Tiliaceae; Scutia buxifolia Reissek, nome comum coronilha, família da Rhamnaceae; Myrcianthes punges (O. Berg) D. Legrand, nome comum guabijú, família Myrtaceae; apresentando 17 espécies ainda não identificadas. Na bacia do Vacacaí e Vacacaí-mirim as famílias das Myrtaceae e Flacourtiaceae, foram mais representativas. Do ponto de vista fitossociológico, as espécies Luehea divaricata, Caseaeria sylvestris foram as mais importantes. Todas as espécies fazem parte da coleção do inventário contínuo do RS. A diversidade biológica de Shannon, calculada através das informações obtidas até o momento foi de 1,55, diferente da apresentada pelo inventário, que foi de 2,38. A estrutura horizontal do fragmento foi caracterizada através dos cálculos de densidade, freqüência e dominância das espécies vegetais com DAP acima de 5 cm; Através destes parâmetros, calculou-se o valor de importância de cada espécie tendo como resultado os seguintes valores: casearia decandra Jacq 17,39; myrciaria tenella(DC) O Berg 12,92; casearia sylvestris SW 13,33; cupania vernallis Cambess 17,31; fícus luschnathiana (Miq) Miq. 28,66; brunfelsia uniflora (Pohl)D.Don 12,91; luehea divaricata Mart 13,10; scutia buxifolia Reissek 37,54; myrcianthes punges (O Berg) D. L 37,55 e espécies não identificadas 56,06. Conclusões: A diversidade biológica do fragmento estudado, determinada com os dados colhidos até o momento, é inferior à do IFCRS (UFSM/SEMA, 2001) para a região, mas acredita-se que irá aumentar com o número de unidades amostrais. As espécies encontradas até o presente, são comuns à região, estando presentes em diversos levantamentos encontrados bibliografia especializada. Orgão de Fomento:Downloads
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Publicado
2013-02-01
Edição
Seção
Salão Internacional de Iniciação Científica
Como Citar
AnÁlise Da Composição FlorÍstica E Da Estrutura Da Vegetação De Um Fragmento De Floresta Ciliar Na Bacia Do Rio VacacaÍ Em São Gabriel, Rio Grande Do Sul. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62168. Acesso em: 8 out. 2026.