Avaliação In Vitro Do Antagonismo De Diferentes Fungos De Solo Ao Sclerotinia Sclerotiorum.
Palavras-chave:
Trichoderma spp, controle biológico, fungo fitopatogênicoResumo
Introdução: Sclerotinia sclerotiorum é um fitopatógeno de solo que além de ter ocorrência mundial tem pelo menos 408 espécies de plantas hospedeiras. Uma das formas de controle desse fitopatógeno é o controle biológico e para esse fim existe necessidade de selecionar-se fungos com capacidade de antagonismo ao mesmo. O objetivo do trabalho foi avaliar o antagonismo in vitro de isolados fúngicos de solo ao S. sclerotiorum. Material e Métodos: Os isolados fúngicos utilizados foram retirados de escleródios de S. sclerotiorum, dos gêneros: Trichoderma (T1, T2, T3, T4, T5 e T6), Pythium (P1), Clonostachys (C1) e Fusarium oxysporum (F1). O isolado do patógeno foi retirado de plantas de alface (Lactuca sativa) cultivadas em Itaqui ? RS. Realizou-se o teste de confrontação direta no qual discos contendo micélios e/ou esporos do patógeno e do antagonista foram colocados em lados opostos em placas de petri contendo meio de cultura BDA (batata, dextrose, agar), com três repetições. As placas foram mantidas em câmara climatizada tipo B.O.D. a 20 ±2ºC, durante sete dias. As avaliações do confronto entre os isolados fúngicos e o patógeno foram através de observações sobre o desenvolvimento dos micélios. Utilizou-se a escala de notas: 1 (antagonista cresce por toda a placa de petri), 2 (antagonista cresce sobre 2/3 da placa), 3 (antagonista e patógeno crescem até a metade da placa), 4 (patógeno cresce sobre 2/3 da placa) e 5 (patógeno cresce por toda a placa de petri). Resultados e Discussão: Dos isolados fúngicos utilizados no experimento de confronto direto o que apresentou maior eficiência no controle do fitopatógeno foi o isolado T2 ? Trichoderma spp. (média 2,3 ? crescimento sobre 75% da placa) e o que apresentou menor desenvolvimento nas placas foi o isolado C1 ? Clonostachys spp. (média 3,7 ? crescimento sobre 30 a 50% da placa). Entretanto, o isolado de Clonostachys spp. mesmo não tendo apresentado o desenvolvimento esperado inibiu o crescimento micelial do patógeno. Os demais isolados fúngicos não apresentaram eficiência no antagonismo por confronto direto (nota 3,0), pois tanto o patógeno quanto os demais fungos cresceram até a metade da placa de petri. Conclusões: Embora os isolados fúngicos testados tenham sido retirados de escleródios (parasitando-os) a sua maioria não apresenta eficiência contra o fitopatógeno Sclerotinia sclerotiorum, in vitro. Orgão de Fomento:Downloads
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Publicado
2013-02-01
Edição
Seção
Salão Internacional de Iniciação Científica
Como Citar
Avaliação In Vitro Do Antagonismo De Diferentes Fungos De Solo Ao Sclerotinia Sclerotiorum. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62156. Acesso em: 8 out. 2026.