O Cerro Nascimento e arredores: estudo preliminar, Bacia do Camaquã- RS - Brasil
Palavras-chave:
Bacia do Camaquã, Cerro do Nascimento, geologia.Resumo
A Bacia do Camaquã (700 - 500 Ma), foi subdividida em cinco alogrupos: Maricá, Bom Jardim, Cerro do Bugio, Santa Bárbara e Guaritas, separadas entre si por discordâncias angulares. Na área de estudo encontram-se rochas intrusivas pertencentes ao Granito Caçapava do Sul, sedimentares, parcialmente metamorfizadas pertencentes a Fm. Maricá e rochas vulcânicas a Fm. Acampamento Velho. O Granito Caçapava, com idades perto dos 600 Ma foi posicionado em nível de mesozona. A Fm Maricá corresponde a unidade basal de preenchimento da bacia do Camaquã, compreende rochas sedimentares (arenitos, pelitos) costeiros, fluviais e marinhos rasos com pouca participação vulcânica o que sugere a existência de vulcanismo sindeposicional. O intervalo de deposição foi entre 601?592 Ma. A Fm. Acampamento Velho é uma unidade constituída por rochas vulcânicas de composição basalto andesitica na base e riolitica (efusivos e piroclasticos) no teto, com idades de 553 Ma até 549 Ma. A área selecionada, o Cerro do Nascimento, tem como coordenadas UTM centrais 6.631.650 ? 246.780 compreendendo uma área de 26,8 km2. Foi realizado uma pesquisa bibliográfica, incluindo a geologia regional de toda a bacia do Camaquã e local. Além de localizar a área na carta topográfica Passo do salsinho, utilizou-se a ferramenta de fotointerpretação. Após serem definidas as fotos 1: 25.000 onde a zona a estudar esta incluída, foi montado o mosaico com as mesmas colocando acima duas folhas de papel transparência onde foram desenhadas as drenagens, estruturas e contatos de possíveis litologias existentes na região. O equipamento usado é o estereoscópio de espelho marca Stereoaids mod. GEOSCOPE STANDARD, construído com durável plástico, espelhos de surperfície cromada e lentes de vidro de alta qualidade permitindo imagens nítidas e fazendo com que se adapte a qualquer exigência. A utilização desta técnica favorece uma visão mais ampla e em 3D de todos os elementos geológicos/geomorfológicos (rochas, estruturas), de estradas, morros com maior detalhamento e permite a elaboração de um mapa de fotointerpretação geológica. A partir deste mapa se pode melhor planificar as atividades em campo o que significara um tempo menor e maior exatitude. Concluimos, com os estudos bibliográficos e de fotointerpretação que ao delimitar os contatos no âmbito sedimentar tem-se três unidades: duas deposições de lentes areníticas e conglomeráticas e uma deposição de arenitos e ritmitos. A proporção entre rochas graníticas, sedimentar e vulcânica observada é de 30%, 50% e 20% respectivamente. A rede hidrográfica direciona-se de sul para norte, especificamente na direção nordeste evidenciando o predomínio de áreas graníticas, foliadas e de rochas vulcânica. Os resultados obtidos, evidenciam a presença de rochas vulcânicas associadas ao evento Maricá, é dizer, encontram-se em contato, mais sem poder definir se pertencem ao mesmo evento ou são posteriores. Isso, somente um trabalho de campo e petrológico poderá definir. No trabalho de campo serão coletadas amostras para estudos posteriores como petrografia macroscópica, microscopia e geoquímica, assim, se poderão obter maiores elementos como para poder responder a grande dúvida que ainda existe entre as rochas sedimentares da Fm. Maricá e vulcânicas associadas. Só posteriormente, poderá ser elaborado o mapa Geológico.Downloads
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Publicado
2013-03-15
Edição
Seção
Ciências Exatas e da Terra
Como Citar
O Cerro Nascimento e arredores: estudo preliminar, Bacia do Camaquã- RS - Brasil. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 4, n. 2, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/60035. Acesso em: 22 abr. 2026.