Práticas Pedagogicas para Alunos Neurodivergente em Turma 9 Ano
Palavras-chave:
Educação, inclusiva, mediação, pedagogica, formação, doscenteResumo
PRÁTICAS INCLUSIVAS COM ESTUDANTES NEURODIVERGENTES NO 9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL A inclusão escolar exige mais do que garantir a presença do estudante na sala de aula. Também é necessário criar condições para que ele participe das atividades, compreenda as propostas, interaja com os colegas e avance em sua aprendizagem. Este trabalho relata uma experiência de bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) em uma turma do 9º ano do Ensino Fundamental do Instituto Municipal de Educação de Ensino Fundamental Professora Augusta Maria de Lima Marques. A turma possui 28 estudantes, sendo que cinco apresentam laudos relacionados à deficiência intelectual, ao transtorno do espectro autista e ao transtorno do déficit de atenção e hiperatividade. O objetivo foi compreender como o planejamento em conjunto, a mediação durante as aulas e o uso de diferentes formas de ensinar e avaliar podem favorecer a participação e a aprendizagem de estudantes neurodivergentes, sem separá-los das atividades realizadas com o restante da turma. O trabalho caracteriza-se como um relato de experiência de abordagem qualitativa e descritiva, elaborado a partir das observações e intervenções realizadas no cotidiano escolar. Durante as atividades, foram observados aspectos como participação, compreensão das orientações, interação com colegas e professoras, autonomia, comunicação e atenção. O planejamento foi realizado de forma compartilhada e manteve os mesmos objetivos de aprendizagem da turma, com adaptações quando necessárias. Entre as estratégias utilizadas estiveram instruções curtas e organizadas em etapas, uso de imagens, jogos, exemplos do cotidiano e materiais concretos, organização da rotina, antecipação das atividades, mais tempo para a realização de algumas tarefas, atendimento individual ou em pequenos grupos, apoio entre colegas e diferentes formas de avaliação, como produções escritas, respostas orais, observações e atividades práticas. Ao longo da experiência, observamos que a presença de duas docentes ou bolsistas em momentos de aula facilitou o acompanhamento dos estudantes, pois uma podia conduzir a atividade com a turma enquanto a outra oferecia apoio mais próximo a quem apresentava dificuldade. As orientações divididas em etapas, o uso de imagens, os materiais concretos e os exemplos ligados a situações conhecidas pelos estudantes tornaram as propostas mais fáceis de acompanhar. Também foi possível perceber que alguns estudantes realizavam melhor as tarefas quando tinham mais tempo, podiam fazer pausas ou recebiam a orientação de outra forma. Em atividades de leitura, por exemplo, foram utilizados o texto completo, frases acompanhadas de imagens ou respostas orais após a escuta, conforme as necessidades percebidas. Essas mudanças não significaram retirar os objetivos da atividade, mas oferecer caminhos diferentes para chegar até eles. A avaliação formativa também permitiu acompanhar avanços que nem sempre apareciam em uma prova escrita, pois considerou respostas orais, participação, produções e atividades práticas. As estratégias usadas favoreceram a participação dos estudantes neurodivergentes e também foram úteis para outros colegas da turma. Ao mesmo tempo, a experiência mostrou dificuldades que ainda precisam ser enfrentadas, como o número de estudantes em sala, o tempo necessário para planejar adaptações e a necessidade de ampliar a formação dos futuros professores para o trabalho com a inclusão. A experiência permitiu compreender que práticas inclusivas não dependem de uma única atividade ou recurso, mas de um planejamento atento às diferenças presentes na turma e de acompanhamento contínuo durante as aulas. Os registros indicam que orientações mais claras, recursos visuais e concretos, flexibilização do tempo e diferentes formas de participação e avaliação podem ampliar o acesso dos estudantes às atividades. Conclui-se que o diagnóstico deve servir para orientar os apoios necessários, e não para definir previamente aquilo que o estudante é ou não capaz de aprender. Para as bolsistas, a experiência também contribuiu para perceber que ensinar de forma inclusiva exige observar, testar estratégias, avaliar as respostas dos estudantes e reorganizar o planejamento .palavra chaves : mediação pedagogica, formação discente, educação inclusivaDownloads
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Publicado
2026-10-02
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Práticas Pedagogicas para Alunos Neurodivergente em Turma 9 Ano. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/122663. Acesso em: 29 out. 2026.