Ciência Acessível para Todos: Estratégias da Revista Missões na Divulgação Científica
Palavras-chave:
Divulgação, científica, Ciência, acessível, Democratização, conhecimento, Comunicação, digital, Redes, sociais, Revista, Missões, Linguagem, aberta, Desinformação, Engajamento, público, Cultura, Estratégias, comunicação, Popularização, ciênciaResumo
A divulgação científica desempenha papel fundamental na democratização do conhecimento, pois permite que a produção acadêmica ultrapasse as barreiras da universidade e chegue à comunidade. No entanto, romper com a linguagem técnica, característica da comunicação científica, constitui desafio para pesquisadores. Torna-se, assim, imprescindível adotar estratégias que mantenham a formalidade, mas sejam acessíveis e dinâmicas, aproximando a ciência da população, especialmente em um momento em que discursos anticientíficos ganham força nas redes sociais (Piana, 2019). Nesse contexto, surge o projeto Popularizando a Ciência através da MISSÕES: Revista de Ciências Humanas e Sociais, cujo objetivo é divulgar artigos do periódico em linguagem acessível, ampliando o alcance das pesquisas realizadas e promovendo aproximação da comunidade com o conhecimento científico. A MISSÕES, fundada em 2015, publica contribuições relevantes em diversas áreas, mas percebeu-se a necessidade de expandir seu alcance. O desafio está em tornar os artigos compreensíveis ao público em geral, utilizando as redes sociais como estratégia. Segundo o levantamento Consumer Pulse (2025), brasileiros passam, em média, nove horas diárias conectados à internet, sendo três delas em redes sociais, o que evidencia a importância desse espaço. Assim, este trabalho busca desenvolver estratégias de comunicação digital adaptadas às redes, ampliando o alcance da revista e fortalecendo a cultura científica, em consonância com a ciência aberta. A pesquisa é aplicada e exploratória, voltada ao desenvolvimento de estratégias de linguagem acessível. Bueno (2010) ressalta a divulgação científica como processo de tradução da linguagem técnica para a social, enquanto Castells e Cardoso (2009) destacam as redes digitais como espaços privilegiados de interação. No primeiro semestre da bolsa, realizou-se estudo de campo com análise dos objetivos da revista e de suas redes sociais. Foram identificados persona, horários de engajamento e estratégias de comunicação mais adequadas. A partir disso, elaborou-se calendário editorial (junho a dezembro), adaptando artigos para posts, carrosséis e reels, combinando dinamismo com formalidade. Essa escolha dialoga com Albagli e Maciel (2004), que defendem repensar a comunicação científica diante da ciência aberta e das tecnologias digitais. A divulgação científica é reconhecida como ferramenta essencial para democratizar o conhecimento. Jakobson (2008) afirma que comunicador e público precisam compartilhar o mesmo código, sendo a linguagem técnica uma barreira. Herculano (2021) acrescenta que divulgar ciência exige traduzir informações complexas em narrativas claras e atrativas. No campo da Comunicação e das Relações Públicas, a prioridade está na clareza e na construção de vínculos, e as mídias sociais consolidam-se como espaços estratégicos de diálogo e engajamento. Bueno (2010) reforça que a divulgação científica não se limita a simplificar conteúdos, mas envolve ressignificar discursos. Para Albagli e Maciel (2004), o conhecimento difundido socialmente adquire novas funções, contribuindo para inovação e desenvolvimento. Assim, a experiência da Revista Missões buscou alinhar ciência e comunicação digital, recriando conteúdos acadêmicos em formatos acessíveis e visuais, com carrosséis, posts e vídeos curtos, além de interações como enquetes e divulgação de conceitos atuais. A produção científica, para alcançar a sociedade, precisa de mediações que ultrapassem a formalidade acadêmica. A circulação de desinformação torna necessário comunicar ciência de forma atrativa, como estratégia política e social. A análise das redes e aplicação das estratégias evidenciaram avanços, como maior clareza dos conteúdos, crescimento do engajamento, aumento de seguidores e fortalecimento da identidade visual. Esses indicadores confirmam Martín-Barbero (2012), para quem linguagem é produção de sentidos. Por fim, ressalta-se que os resultados finais só poderão ser avaliados ao término do calendário editorial, em dezembro. Até lá, o processo seguirá em desenvolvimento, aberto a ajustes e redefinições estratégicas, reconhecendo a comunicação digital como campo dinâmico que exige constante adaptação.Downloads
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Publicado
2025-10-26
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Ciência Acessível para Todos: Estratégias da Revista Missões na Divulgação Científica. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/121013. Acesso em: 16 abr. 2026.