Feira de Ciências como meio de desenvolvimento da aprendizagem
Palavras-chave:
Alunos, Aprendizagem, Feira, CiênciasResumo
As Feiras de Ciências no Brasil surgiram como parte de um movimento de fortalecimento do ensino de ciências, no começo da década de 1960. Nesse período, grupos de profissionais passaram a revisar conteúdos, traduzir livros e oferecer cursos sobre o ensino da área. Em 1963, esses mesmos grupos transformaram-se em Centros de Ciências, especificamente 6 grupos sendo um deles no estado do Rio Grande do Sul, esses grupos objetivavam a divulgação científica e a iniciação de estudantes por meio de atividades práticas, incluindo Feiras e Clubes de Ciências. No Rio Grande do Sul ocorreram os primeiros eventos científicos de forma estruturada em nível nacional, contribuindo para o crescimento dessas iniciativas. Paralelamente, a criação de Centros de Educação Científica (CECI) consolidou o espaço das feiras como elo entre a sociedade e a comunidade científica, muitas vezes surgindo em complemento aos clubes de ciências. Em 2005, o Programa Nacional de Apoio às Feiras de Ciências da Educação Básica (FENACEB) ampliou essas ações, alcançando regiões antes pouco envolvidas, como o Norte do país. Nos anos 2010, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) passou a financiar Feiras e Mostras Científicas em todo o território nacional, organizadas em diferentes níveis de abrangência, reforçando seu papel na formação científica de estudantes. Dentro deste panorama descrito as feiras de ciências passaram a ser atividades fixas nos calendários escolares, embora ainda não sejam obrigatórias por lei, elas são de grande relevância no processo de ensino-aprendizagem dos alunos, sobretudo por abordar ciência de uma forma divertida e descontraída o que acaba cativando os alunos. Nos dias de hoje, as feiras de ciências assumem um papel de protagonismo na formação dos estudantes. No ambiente escolar, as feiras promovem uma aprendizagem ativa e significativa no sentido em que os alunos se tornam agentes do próprio conhecimento, o professor atua apenas como um mediador. Nesse processo de elaboração do projeto até a sua apresentação, o aluno desenvolve sua criatividade, trabalho em grupo e autonomia. Uma vez que as feiras propiciam um ambiente de aprendizado prático e colaborativo, que vai além das salas de aula. Alguns autores relatam que através dessas iniciativas, os estudantes têm a oportunidade de aplicar conceitos teóricos aprendidos nas disciplinas, promover a interação entre diferentes áreas do conhecimento já que feiras de ciências podem abordar temas transversais. Para alcançar o máximo potencial de uma feira de ciências, os projetos de pesquisa devem ser estruturados em torno de quatro pilares fundamentais: caráter investigativo, criatividade, relevância e precisão científica. Neste sentido, o presente trabalho busca avaliar a importância da feira de ciências como meio de desenvolvimento da aprendizagem, usando essa metodologia correlacionada com a prática. Este estudo aplica-se à feira de ciência realizada na Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor Bernardino Tatu, situada no município de Dom Pedrito. Com os resultados coletados na prática da escola, foi possível observar um engajamento muito grande tanto dos alunos como das famílias, que se empenharam em ajudar, principalmente com os alunos dos anos iniciais, no desenvolvimento dos experimentos. Os temas saúde e meio ambiente foram bastante explorados pelos alunos, apontando questões bem atuais que assolam a sociedade pedritense, como os recentes casos de problemas cardiovasculares (abordados por dois grupos um de anos iniciais e outro de anos finais), os problemas ambientais como as enchentes e também o avanço de diferentes modelos de fontes de energia sustentáveis e renováveis, principalmente a energia solar. Conclui-se que as feiras de ciências constituem uma importante ferramenta para promover o desenvolvimento e fortalecimento da aprendizagem dos alunos, incentivando-os a serem seres críticos de forma que também amplie seus conhecimentos.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Downloads
Publicado
2025-10-24
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Feira de Ciências como meio de desenvolvimento da aprendizagem. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120926. Acesso em: 15 maio. 2026.