Relato de Experiência Semana do Folclore
Palavras-chave:
Folclore, Cultura, popular, Tradições, Saci-Pererê, Libras, Atividades, lúdicas, Biblioteca, DitadoResumo
Em agosto, mês dedicado ao folclore, realizamos diversas atividades pedagógicas voltadas para a valorização desse tema tão rico e significativo para a cultura brasileira, proporcionando às crianças oportunidades de conhecer histórias, lendas, mitos e expressões artísticas que fazem parte da identidade cultural do nosso povo. O dia 22 de agosto, data em que se comemora o Dia do Folclore, foi especialmente marcante em nossa escola, pois conseguimos reunir diferentes experiências de aprendizado em um momento de integração, ludicidade e respeito à diversidade cultural. O folclore, enquanto manifestação da cultura popular, é transmitido de geração em geração, carregando consigo tradições, costumes, músicas, danças e personagens que encantam e ensinam, e, nesse contexto, planejamos um conjunto de atividades que buscou despertar nas crianças a curiosidade, a imaginação e o respeito pelas histórias que compõem o imaginário coletivo, além de refletirmos sobre a importância de preservar nossas raízes culturais e compreender como elas ainda se manifestam no presente. Em colaboração com os professores Nestor Yone Billafán e Giovanni Myller Pibidiano, este último surdo, juntamente com suas intérpretes, elaboramos um conto para ser apresentado às crianças na biblioteca da escola, e a participação do professor Giovanni foi um ponto de destaque, pois garantiu acessibilidade, inclusão e valorização da Língua Brasileira de Sinais (Libras) no processo educativo, mostrando às crianças a importância de respeitar as diferentes formas de comunicação. A história escolhida para a contação foi a do Saci-Pererê, uma das figuras mais emblemáticas e conhecidas do folclore brasileiro, representado como um jovem negro de uma perna só, que usa um gorro vermelho capaz de lhe conceder poderes mágicos, famoso por suas travessuras e pegadinhas divertidas e também por ser transportado pelos redemoinhos, elementos que despertam a imaginação das crianças e, ao mesmo tempo em que provocam risadas, instigam reflexões sobre esperteza, inteligência e sobre o modo como a cultura popular ressignifica a realidade. A contação da história foi conduzida com entusiasmo pelo professor Giovanni, acompanhado das intérpretes, o que possibilitou a participação plena de todos os estudantes, e o espaço escolhido, a biblioteca escolar, contribuiu para o clima acolhedor e mágico do momento, já que todos puderam se sentar em rodas, criando um ambiente de escuta atenta e de interação, no qual as crianças acompanharam com curiosidade e encantamento cada detalhe narrado, rindo, fazendo perguntas e demonstrando interesse pelo universo do personagem. Após a contação, cada turma foi convidada a participar de atividades lúdicas relacionadas ao conto, e no caso do 2º ano, organizamos uma proposta diferenciada em que os alunos receberam um cartaz coletivo com a figura do Saci, que puderam colorir, desenhar e recriar de forma criativa, sendo que uma das práticas mais divertidas foi a de inverter a mão, contorná-la com lápis e, a partir do desenho da silhueta, transformá-la no personagem, dinâmica que despertou a imaginação, estimulou a coordenação motora e favoreceu o trabalho em grupo, já que todos compartilhavam ideias sobre como caracterizar o Saci em seus desenhos. Em sala de aula, antes da pintura, a professora Zaeli contou uma história complementar sobre o personagem, ampliando a compreensão das crianças sobre suas características e aventuras, reforçando a oralidade e o hábito da escuta, habilidades essenciais para o desenvolvimento da linguagem, e, em seguida, realizamos um ditado com palavras-chave do texto, como gorro, redemoinho, travessuras e Saci, atividade que teve como objetivo estimular a leitura, a escrita e a interpretação, além de reforçar conteúdos já trabalhados, possibilitando que os alunos relacionassem a oralidade à produção escrita, desenvolvendo autonomia e confiança. As atividades do mês do folclore, em especial as do Dia do Folclore, mostraram-se extremamente significativas, pois proporcionaram momentos de alegria, aprendizado e integração entre diferentes áreas do conhecimento, tornando possível trabalhar leitura, escrita, interpretação, oralidade, expressão artística e valores como respeito, cooperação e inclusão, de modo que as crianças não apenas aprenderam sobre o Saci-Pererê, mas também vivenciaram experiências que ampliaram sua visão de mundo e fortaleceram o sentimento de pertencimento à cultura brasileira, transformando a celebração do folclore em nossa escola em muito mais do que uma simples recordação de personagens e histórias, mas sim em um exercício de identidade, memória e cidadania, mostrando que preservar e valorizar o folclore é também preservar nossas raízes e tradições para as futuras gerações.Downloads
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Publicado
2025-10-24
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Relato de Experiência Semana do Folclore. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120834. Acesso em: 15 maio. 2026.