Jogo da Memória Inclusivo Como Recurso Didático para o Ensino da Tabela Periódica

Autores

  • Chaiane Porto
  • Maria Eduarda Rangel Monteiro
  • Amelia Rota Borges de Bastos

Palavras-chave:

Química, libras, deficiência, auditiva

Resumo

A tabela periódica é fundamental no processo de ensino-aprendizagem em Química, pois através dela é possível organizar os elementos químicos de acordo com suas propriedades. A tabela periódica é rica em informações que ajudam na compreensão da química e dos elementos químicos. No entanto, a quantidade de informações presentes na tabela periódica pode tornar o conteúdo um obstáculo, difícil de ser compreendido, ainda mais para estudantes com surdez. Nesse sentido, é necessário utilizar pela ausência de elementos químicos em LIBRAS recursos didáticos adaptados às necessidade dos alunos, como a mediação do ensino através de uma pedagogia visual. Este trabalho apresenta a criação de um jogo da memória, elaborado com base na BNCC (EF08CI08), que tem como objetivo mediar o ensino da Tabela Periódica para alunos surdos, promovendo a acessibilidade, a motivação e a participação ativa em sala de aula. O recurso é composto por 7 pares de cartas, sendo que uma delas apresenta o número atômico, o nome do elemento, o símbolo e o símbolo em Libras, enquanto a carta correspondente traz uma imagem relacionada à aplicação cotidiana do elemento e o símbolo químico o que favorece a acessibilidade e a inclusão de estudantes. Todas as cartas possuem tradução em Libras e foram construídas de forma a integrar cores, imagens, pistas táteis e símbolos, visando facilitar a associação e a retenção do conteúdo. Além disso, buscou-se garantir um design acessível e atrativo, capaz de estimular diferentes canais de percepção e aprendizagem, contemplando tanto aspectos visuais quanto táteis. Como diferencial, utilizou-se a cor cinza para representar os metais, remetendo ao seu brilho característico; a cor branca para os não metais, evidenciando seu aspecto oposto ao dos metais; e a cor azul para os gases nobres, simbolizando a atmosfera, onde esses elementos estão presentes. A metodologia de construção envolveu a pesquisa de símbolos em Libras, a seleção de elementos da Tabela Periódica, a confecção digital das cartas e a proposição de aplicação do recurso em sala de aula. Os resultados da elaboração do jogo apontam que a atividade possui potencial para estimular a aprendizagem significativa, favorecer a associação entre teoria e prática, além de fortalecer a inclusão de alunos surdos ao garantir que possam interagir ativamente com o conteúdo. O formato lúdico, ao mesmo tempo em que promove competitividade saudável, também incentiva o trabalho em grupo, a cooperação e o engajamento dos estudantes, permitindo que diferentes perfis de aprendizagem sejam contemplados. Além disso, a utilização de Libras e imagens relacionadas ao cotidiano facilita a compreensão dos conceitos e possibilita a criação de conexões mais próximas da realidade dos alunos, fator essencial para a construção de significados. Conclui-se que o jogo da memória desenvolvido configura-se como um recurso didático eficaz e inclusivo, que alia aspectos visuais, táteis e linguísticos, contribuindo para uma prática pedagógica mais humanizada e atenta às necessidades dos estudantes. Dessa forma, iniciativas como esta assumem um papel fundamental no fortalecimento da democratização do ensino de Ciências e Química, na medida em que não apenas ampliam as oportunidades de acesso ao conhecimento científico, mas também favorecem a aprendizagem significativa dos conteúdos escolares. Além disso, tais ações contribuem para a construção de um espaço educacional mais inclusivo, que reconhece e valoriza a diversidade, promovendo a acessibilidade e assegurando que todos os estudantes possam participar de forma ativa e equitativa do processo educativo

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Publicado

2025-10-24

Como Citar

Jogo da Memória Inclusivo Como Recurso Didático para o Ensino da Tabela Periódica. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120810. Acesso em: 15 maio. 2026.