da Teoria Ao Jogo: Experiências Lúdicas no Ensino de Química
Palavras-chave:
Metodologias, ativas, Jogos, didáticos, Funções, OrgânicasResumo
A aprendizagem de Química na graduação apresenta grandes desafios, especialmente em cursos que não pertencem à área, nos quais a disciplina é incluída na matriz curricular apenas como componente da carga horária mínima exigida para a formação. Essa condição, somada à necessidade de abstração envolvida na disciplina que envolve compreender fenômenos invisíveis, como átomos e moléculas, contribui para ampliar o distanciamento do estudante em relação ao conteúdo. Nesse sentido, o uso de metodologias ativas, experimentais, dinâmicas e da gamificação configura-se como um recurso essencial para estimular a imaginação e favorecer o processo de ensino e aprendizagem. Além disso, ao incorporar atividades lúdicas, promove-se a interação social entre os estudantes e o desenvolvimento cognitivo, possibilitando a construção do conhecimento de forma dinâmica, colaborativa e enriquecedora. Diante desse cenário, foi proposta uma atividade com o objetivo de motivar os estudantes de forma prática, propondo a criação de um jogo, envolvendo a aplicação da química na área do estudante. A tarefa consistiu na elaboração de um jogo educativo que relacionasse funções orgânicas a aplicações práticas na Agronomia. O trabalho foi dividido em cinco etapas: na primeira, cada grupo escolheu uma ou mais funções orgânicas para desenvolver o jogo. Em seguida, na segunda etapa, foi conduzida uma pesquisa para entender as aplicações das funções no contexto agronômico. Na terceira etapa, os grupos se dedicaram à criação do jogo (cartas, tabuleiro, perguntas e respostas, entre outros). A quarta etapa foi dedicada à elaboração de regras claras, material visual e dinâmica interativa, para ser concreto e atrativo. Por fim, a quinta etapa foi a entrega do jogo com um resumo explicativo. Os critérios de avaliação envolveram criatividade, clareza das regras, correlação entre função e aplicação, qualidade do material visual e a participação do grupo. Essa etapa final, incluiu a turma, onde cada grupo apresentou o jogo produzido e aplicou com os colegas, promovendo um momento de socialização e trocas de experiências, e ao mesmo tempo, revisando conceitos que envolvessem a teoria com a prática dos jogos. Ao analisar os resultados da atividade proposta, foi possível notar o engajamento da turma, não só pela qualidade dos jogos propostos, mas também pela participação durante a execução dos mesmos em aula. Foram apresentados e executados sete jogos analógicos e mais quatro jogos digitais, entre os quais se destacaram Campo Orgânico, que envolveu carta com questões e tabuleiro com dado, Quem Sou Eu Funções Orgânicas envolvendo o nome e a característica das funções orgânicas, Quiz Agronômico envolvia questões de verdadeiro ou falso e Jogo da Memória, entre outros. O trabalho, planejado no início do semestre e apresentado ao final, proporcionou aos estudantes tempo adequado para elaboração e aprofundamento, contribuindo para a qualidade das produções. Além do valor atribuído na avaliação formal, o caráter lúdico da proposta despertou a curiosidade, favoreceu a motivação e estimulou a vontade de aprender, configurando-se como uma estratégia pedagógica eficaz para aproximar a Química de contextos práticos e da futura atuação profissional dos discentes. Em alguns casos, por exemplo, em vez de produzirem um jogo analógico, os estudantes optaram por versões digitais, que acabaram apresentando menor nível de engajamento. Ainda assim, os trabalhos bem estruturados demonstraram o potencial da proposta e reforçam que, com ajustes e orientações mais claras, a atividade pode se tornar ainda mais eficaz no processo de ensino. Em conclusão, a proposta de elaboração de jogos educativos demonstrou-se uma estratégia eficaz para o ensino de Química no contexto do ensino superior, ao permitir que os estudantes relacionassem conteúdos abstratos a situações práticas de sua futura área de atuação. A atividade não apenas favoreceu a motivação e o engajamento, como também promoveu a socialização e a aprendizagem colaborativa, contribuindo para a consolidação dos conceitos de forma dinâmica e significativa. Dessa forma, a experiência reforça a importância da adoção de metodologias ativas e lúdicas no ensino superior, como caminho para superar as dificuldades associadas à abstração dos conteúdos e aproximar a teoria da prática profissional. Contudo, vale ressaltar que alguns desafios foram observados ao longo da proposta da atividade, como o tempo demandado para a organização e a correção, além do fato de que nem todos os grupos seguiram exatamente as orientações iniciais.Downloads
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Publicado
2025-10-24
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
da Teoria Ao Jogo: Experiências Lúdicas no Ensino de Química. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120807. Acesso em: 14 maio. 2026.