A Inserção da Fisioterapia nas Práticas de Educação em Saúde: Relato de Experiência
Palavras-chave:
Promoção, Saúde, Ensino, PrevençãoResumo
A fisioterapia tem ampliado seu papel que vai além da reabilitação, atuando na promoção da saúde e prevenção de agravos na Atenção Primária à Saúde (APS). A escola é um espaço estratégico para ações educativas que promovem valores como convivência, autocuidado e respeito, impactando a formação cidadã de crianças. Este trabalho relata a experiência de estudantes de Fisioterapia da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) em uma atividade de educação em saúde na Escola Municipal Ensino Fundamental Elvira Ceratti - CAIC, Uruguaiana/RS, com foco em três eixos: cultura de paz e direitos humanos (acolhimento das diferenças e combate ao bullying), prevenção de violências e acidentes domésticos, e prevenção de doenças negligenciadas (hanseníase e tuberculose). Trata-se de um relato de experiência com abordagem qualitativa do tipo narrativa, realizado por meio de encontros presenciais com turmas do ensino fundamental, ao longo do segundo semestre de 2024. Aproximadamente 200 alunos prestigiaram as atividades, que foram conduzidas por meio de dinâmicas interativas, rodas de conversa e atividades lúdicas adaptadas à faixa etária, com linguagem acessível para promover participação ativa e compreensão dos temas. As ações incluíram atividades que envolviam interação entre os próprios alunos e outras direcionadas à interação com os palestrantes, além de jogos e brincadeiras de perguntas e respostas, que estimularam tanto o conhecimento quanto a competitividade saudável. Cada eixo temático foi trabalhado em momentos específicos, por meio de estratégias pedagógicas que incentivaram a reflexão e o engajamento dos estudantes. Para favorecer a aprendizagem, houve a divisão das turmas em grupos menores, possibilitando que cada aluno tivesse maior facilidade na abordagem dos conteúdos e participação nas atividades propostas. Nessas ocasiões, foram realizadas dinâmicas práticas, seguidas de breves perguntas de fixação, além do uso de slides ilustrativos, que auxiliaram no esclarecimento e facilitaram a assimilação dos conceitos. As ações contemplaram, ainda, propostas que incentivaram a interação entre os próprios estudantes, assim como jogos e brincadeiras de perguntas e respostas, que contribuíram para estimular o conhecimento, a competitividade saudável e o envolvimento coletivo. No eixo da cultura de paz e direitos humanos, atividades como jogos e encenações estimularam discussões sobre respeito, diversidade e combate ao bullying. Os alunos refletiram sobre exclusão e preconceito, identificando estratégias para promover empatia e solidariedade no ambiente escolar. As rodas de conversa permitiram que as crianças compartilhassem experiências, reforçando a importância de um ambiente inclusivo. No eixo da prevenção de violências e acidentes domésticos, foram abordados tipos de violência (física, psicológica, sexual, patrimonial e moral) e fatores de risco, como alcoolismo e estresse financeiro. Situações comuns em casa, como quedas, queimaduras, intoxicações e choques elétricos, foram discutidas, com orientações práticas, como armazenamento seguro de produtos químicos e uso de proteções em tomadas. Canais de denúncia, como o Disque 100, também foram apresentados. No eixo das doenças negligenciadas, o foco foi hanseníase e tuberculose, discutindo formas de transmissão, sinais de alerta e a importância do diagnóstico precoce. Relacionando essas condições aos determinantes sociais da saúde, como a falta de informações acessíveis e a falta de saneamento, destaca-se a necessidade de políticas públicas para prevenção, como controle de vetores e educação em saúde. Materiais visuais, como cartazes e impressões entregues aos alunos explicando sobre as doenças, auxiliaram na compreensão e compartilhamento das informações. Sobre doenças negligenciadas, o desconhecimento inicial deu lugar a uma maior compreensão dos sinais de alerta e da importância do acesso precoce à saúde. Professores destacaram o impacto positivo na conscientização dos alunos. A prática na Escola CAIC reforçou o papel do fisioterapeuta como educador em saúde e agente de transformação social, integrando-se às demandas comunitárias. Para os estudantes da Unipampa, a atividade proporcionou aprendizado prático, desenvolvendo habilidades como comunicação e planejamento. A abordagem lúdica facilitou a compreensão de temas como cultura de paz, prevenção de violências e doenças negligenciadas. A prática destaca a relevância da fisioterapia na APS, reforçando seu papel na construção de uma sociedade mais saudável e solidária.Downloads
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Publicado
2025-10-24
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
A Inserção da Fisioterapia nas Práticas de Educação em Saúde: Relato de Experiência. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120775. Acesso em: 14 maio. 2026.