O Impacto do Trabalho na Saúde Mental de Fisioterapeutas

Autores

  • Maria Eduarda Espírito Santo Scrimim
  • Lorena Bittencourte Mendes
  • Camila Antunes

Palavras-chave:

Saúde, mental, fisioterapeuta, qualidade, vida, ambiente, trabalho

Resumo

A saúde mental dos profissionais de saúde tem sido amplamente discutida, especialmente em contextos de alta demanda emocional e física. Entre esses profissionais, os fisioterapeutas, que embora não seja uma profissão geralmente abordada nestes temas, enfrentam desafios singulares, devido que a profissão exige condições físicas e psicológicas adequadas para lidar com diferentes casos clínicos, que frequentemente envolve contato próximo com pacientes em condições críticas, altas cargas horárias e pressão por resultados. Este trabalho discute dados coletados em trabalho em grupo desenvolvido no componente Antropologia da saúde do corpo, que teve como objetivo: CITAR como proposto. Apesar de tradicionalmente a literatura enfatizar os impactos físicos da prática, como dores musculoesqueléticas decorrentes de posturas repetitivas, é cada vez mais evidente a necessidade de considerar também a saúde mental desses profissionais, como a Síndrome de Burnout que é um distúrbio psiquiátrico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental, com íntima associação à atividade profissional, principalmente em fisioterapeutas que atuam em Unidades de Terapia Intensiva por conta da jornada de trabalho desgastante e a questões éticas como tomada de decisões em situações difíceis. Este trabalho busca analisar o impacto das condições de trabalho, especialmente carga horária e estresse, na saúde mental do fisioterapeuta, e os principais agravos e apontar possíveis estratégias de prevenção e promoção da saúde desses trabalhadores. O estudo utilizou abordagem qualitativa e quantitativa, combinando revisão bibliográfica, questionário online e entrevistas semiestruturadas com fisioterapeutas atuantes, para investigar os impactos psicológicos da profissão. Os dados quantitativos foram analisados estatisticamente e os qualitativos por análise de conteúdo. A pesquisa respeitou princípios éticos, assegurando sigilo e anonimato dos participantes, além de uma revisão bibliográfica realizada em artigos científicos, livros e documentos técnicos publicados, utilizando descritores como fisioterapeuta-paciente, saúde ocupacional, saúde mental, Burnout, carga horária e qualidade de vida no trabalho. A análise do questionário revelou que a carga horária média dos profissionais é de 36h semanais, o que indica um número médio elevado. O estudo foi feito com áreas de atuação diversas, como, ortopedia, UTI, clínica e domiciliar, e constataram que no ambiente de trabalho possuem apoio dos colegas para uma melhor condição laboral. O estudo literário revelou que, o estresse ocupacional aparece como consequência da alta demanda de atendimentos, pressão por resultados e baixa valorização profissional, ansiedade emocional são recorrentes devido ao contato constante com dor, sofrimento e limitações dos pacientes, a Síndrome de burnout foi identificada em estudos como um risco frequente, principalmente em profissionais que acumulam jornadas extensas e múltiplos empregos. Alguns trabalhos também destacam a importância do autocuidado, da rede de apoio entre colegas e da implementação de programas institucionais de saúde mental. A saúde mental do fisioterapeuta está intimamente relacionada às condições de trabalho, incluindo carga horária, ambiente laboral e suporte institucional. O estresse e a ansiedade comprometem não apenas a saúde do profissional, mas também a integralidade do cuidado prestado, principalmente em contextos de alta exigência como em Unidades de Tratamento Intensivas. Assim, investir em intervenções focadas na organização do trabalho, programas de apoio emocional e valorização do trabalho são essenciais para preservar o bem-estar desses profissionais. Recomenda-se a realização de mais estudos para melhor compreender a relação causal entre carga horária e saúde mental, bem como a eficácia de intervenções preventivas, afinal cuidar de quem cuida é de extrema importância para a promoção da saúde. REFERÊNCIAS: https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/14364/1/2015_tese_gaczanotelli.pdf NASCIMENTO, C., MIRANDA, V., FERREIRA, J. E MORAIS, K. Síndrome de Burnout em Fisioterapeutas Intensivistas. Revista Pesquisa em Fisioterapia, 7(2), 188-198. 2017. Avaliação do contexto de trabalho em terapia intensiva na percepção de fisioterapeutas: https://www.bjr-assobrafir.org/article/10.47066/2177-9333.AC.2020.0003/pdf/1571231544-11-e37979.pdf

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Downloads

Publicado

2025-10-24

Como Citar

O Impacto do Trabalho na Saúde Mental de Fisioterapeutas. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120762. Acesso em: 14 maio. 2026.