Arborização Como Prática Educativa: Experiências Formativas do Pibid
Palavras-chave:
Educação, Ambiental, Sustentabilidade, CiênciasResumo
A arborização urbana desempenha um papel essencial na melhoria da qualidade ambiental e da saúde pública. Árvores frutíferas, sobretudo, além de contribuírem com sombra e redução da poluição, também podem fornecer alimentos e viabilizar o exercício de práticas sustentáveis. A integração desse tema ao Ensino de Ciências foi em nossa intervenção o meio adotado para condução de uma aprendizagem mais prática e relevante sobre a importância das árvores em nosso cotidiano. O plantio dessas árvores em ambientes escolares pode despertar o senso de coletividade, responsabilidade ambiental e a valorização da natureza entre os estudantes. Ao se envolverem ativamente, os educandos se tornam mais responsáveis, comprometidos e conscientes da importância da manutenção da qualidade ambiental, transformando-se em defensores do meio ambiente e de cidades mais sustentáveis. Nas atividades propostas aos bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) os bolsistas são convidados a observar a escola e seus arredores, para promover práticas educativas que contemplem os interesses e necessidades da comunidade de cada escola-campo. Após semanas de observação percebeu-se que a escola-campo Presidente João Goulart e o Bairro Independência, onde está localizada, são pouco arborizados. Tendo em vista essa demanda, na semana do Meio Ambiente, foi elaborado e aplicado o projeto de intervenção: Incentivo à Arborização com Árvores Frutíferas, desenvolvido como parte das atividades do PIBID/núcleo Biologia na e EMEF Presidente João Goulart, pertencente a rede municipal de São Gabriel/RS. A atividade, direcionada à turma do 9º ano, teve como objetivo principal conscientizar os alunos sobre a importância da arborização urbana para a qualidade ambiental e a saúde pública. Além de contribuir com sombra e redução da poluição, o projeto destacou como o plantio de árvores frutíferas em ambientes escolares pode reforçar práticas sustentáveis, fornecer alimentos e despertar o senso de coletividade e responsabilidade ambiental da comunidade escolar. A intervenção foi estruturada em três momentos distintos. No primeiro momento, consistiu-se em uma abordagem teórica sobre problemas ambientais e os impactos da retirada de árvores, utilizando slides para uma exposição dialogada. Em seguida, um momento lúdico envolveu um jogo de perguntas e respostas, para realizá-lo os alunos foram divididos em equipes, que responderam alternadamente aos questionamentos realizados a fim de averiguar a compreensão dos conceitos abordados. Por fim, foi desenvolvida uma atividade prática, que incluiu o plantio coletivo de mudas de frutíferas nativas no pátio da escola, com a participação ativa dos estudantes. A atividade foi registrada por meio de fotos e a identificação das mudas plantadas. Ao final, houve uma roda de conversa para reflexão sobre a experiência e para que os alunos se comprometessem a cuidar das árvores. A avaliação foi baseada no jogo de perguntas e respostas para mensurar a compreensão dos estudantes após a intervenção. Os estudantes participaram ativamente tanto das discussões teóricas quanto do plantio, demonstraram grande interesse no jogo de perguntas e respostas , mostrando que compreenderam os conceitos abordados em aula. O trabalho em grupo foi realizado de forma colaborativa , reforçando a noção de coletividade e durante a realização de roda de conversa final, os alunos relataram que perceberam a importância da arborização para a melhoria do ambiente escolar e se comprometeram a cuidar das mudas plantadas. A iniciativa alcançou seus objetivos, estimulando a cooperação, reconhecendo os impactos da poluição na saúde e incentivando a reflexão sobre ações sustentáveis. Essa atividade auxiliou no aprendizado dos alunos e também na formação dos bolsistas do PIBID. O projeto, focado no incentivo à arborização com árvores frutíferas, conseguiu integrar a teoria e a prática de forma coesa, em um movimento dialético que perpassou a práxis docente. Esse movimento de ação-reflexão permitiu aos pibidianos, colocar em prática o que aprendem na universidade e refletir sobre o papel do professor na proposição de práticas educativas contextualmente significativas e ambientalmente relevantes às comunidades escolares.Downloads
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Publicado
2025-10-24
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Arborização Como Prática Educativa: Experiências Formativas do Pibid. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120596. Acesso em: 11 jun. 2026.