Entre a Química e a Cor: a Utilização dos Corantes Naturais no Contexto Escolar.
Palavras-chave:
Experimentação, Aprendizagem, Significativa, PIBIDResumo
Diversos autores da área de Ensino de Química, abordam que os conceitos químicos devem ser discutidos de forma contextualizada e relacionada com diferentes componentes, para que tenha significado e sentido na vida dos estudantes. Para aproximar o aluno das atividades desenvolvidas em sala de aula, é importante levar em consideração a metodologia a ser utilizada, e a investigação do tema ou assunto a ser abordado com uma sondagem inicial do conteúdo a ser explorado. Entre os temas que podem ser trabalhados, os corantes naturais possuem um potencial para relacionar com o ensino de química, de modo contextualizado, interdisciplinar e trazendo a relação com a cultura local e regional. Os corantes naturais podem ser extraídos de verduras, raízes e outras plantas, o que possibilita trabalhar conteúdos como estrutura molecular, extração e sustentabilidade, despertando assim, o interesse dos alunos por meio da experimentação. Além disso, discussões sobre a necessidade da utilização dos corantes, a possibilidade de substituição dos corantes artificiais por corantes naturais, permitem reflexões sobre a indústria, saúde e o meio ambiente, ajudando a construir uma visão crítica sobre seu uso. Desta forma, o trabalho teve como objetivo promover o ensino de química de forma contextualizada e experimental, por meio de uma oficina com a temática de corantes naturais. Nas etapas metodológicas, no primeiro momento, foi realizada uma sondagem inicial sobre o assunto e após foram ministradas aulas que abordaram o surgimento dos corantes e sua relação com a sustentabilidade. Após foi realizada uma atividade experimental, em que os estudantes foram organizados em quatro grupos de três integrantes. Cada grupo ficou responsável por trabalhar um alimento, que poderia ser: beterraba, couve, cenoura ou casca de bergamota, todos triturados no liquidificador com uma quantidade de 500mL de água, em seguida, o processo de peneiração foi realizado, com separação da parte sólida e líquida, construindo assim, o processo inicial do corante natural. A parte líquida foi levada ao fogo baixo por aproximadamente 10 min, acrescentando uma colher e meia de sopa de amido de milho para deixar a consistência mais grossa e assim transformar o corante alimentício em um corante que pudesse ser utilizado como tinta, o que possibilitou que os alunos utilizassem papeis comuns para desenho e testes de cor, contextualizando com a química e sustentabilidade. Este trabalho foi realizado por bolsistas do Pibid (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência), em uma turma de terceiro ano do ensino médio de uma escola pública da cidade de Bagé - RS Os relatos dos estudantes demonstraram que a experiência foi considerada satisfatória. Um dos estudantes afirmou aprendemos como se prepara um corante à base de couve, muito saudável e nutritivo. Outro aluno destacou: achei o experimento muito legal e interessante, algo que eu nunca havia feito antes, me senti uma confeiteira. Um aluno ressaltou a facilidade de produzir o experimento: é algo super fácil de fazer e muito curioso, dá até para usar como tinta. Além disso, os alunos apresentaram compreensão sobre a diferença entre os corantes naturais e os industriais: existem diferentes corantes, como os naturais e os industriais, por exemplo o vermelho 40 é artificial, já a beterraba, cenoura e couve são naturais. A experiência da produção de corantes mostrou que o uso do tema no ensino de química possibilitou uma aprendizagem significativa, pois aproximou o cotidiano dos alunos e despertou o interesse pelo experimento. Além disso, os relatos mostraram que a atividade ajudou a criar uma reflexão sobre os conceitos químicos e sustentabilidade, o que reforça a importância de práticas contextualizadas para o ensino de química.Downloads
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Publicado
2025-10-24
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Entre a Química e a Cor: a Utilização dos Corantes Naturais no Contexto Escolar. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120560. Acesso em: 15 maio. 2026.