Educação e saúde no ensino fundamental: Prevenção e conscientização sobre infecções sexualmente transmissíveis..

Autores

  • Patricia Guntzel
  • Antônio Galvão Espinosa
  • Nathielly Trindade Machado
  • Gina Clarice Carrion Munhoz
  • Rafael Lucyk Maurer
  • Vitor Garcia Stoll

Palavras-chave:

Conscientização, Educação, sexual, Prevenção

Resumo

Buscando promover a educação em saúde, este relato descreve uma prática realizada com dez estudantes de uma turma de 8º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Argeny de Oliveira Jardim, em Dom Pedrito/RS, no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência PIBID, Subprojeto Ciências da Natureza, campus Dom Pedrito. A proposta teve como tema Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), objeto do conhecimento que ainda não havia sido desenvolvido pelo professor regente da turma, que havia concluído o trabalho sobre os sistemas reprodutores masculino e feminino. A relevância do tema se justifica, pois é comum que adolescentes tragam consigo muitas dúvidas e incertezas sobre sexualidade e, muitas vezes, não recebam orientação de forma correta e dialógica no seio familiar, recorrendo à internet, aos amigos e a outros meios de informação nem sempre confiáveis. Desse modo, ao abordar ISTs de maneira didática na escola, possibilita-se a quebra de tabus, o acesso à informação correta e a promoção de reflexões sobre a importância da prevenção, das formas de contágio e dos sintomas, bem como da responsabilidade na escolha dos métodos contraceptivos. Buscou-se como objetivos: conhecer as principais ISTs e suas formas de transmissão e prevenção, estimulando o autocuidado e responsabilidade; identificar possíveis sintomas e sinais das ISTs; e desmistificar informações falsas incentivando a participação ativa dos alunos. Metodologicamente, a prática foi desenvolvida em três horas/aula, dividida em quatro momentos, sendo o primeiro a exibição de um vídeo educativo que introduziu de forma acessível as principais ISTs, os sintomas, contágio e prevenção. Após o vídeo, foi conduzida uma discussão orientada, com a retomada dos principais tópicos abordados no vídeo e leitura ponto a ponto de um texto de apoio. O terceiro momento foi constituído pela discussão de mitos e verdades sobre ISTs, estratégia que buscou desmistificar crenças equivocadas, destacando a importância do uso de preservativo tanto masculino quanto feminino como único método contraceptivo capaz de prevenir ISTs. Por fim, a verificação do conhecimento se deu por meio da dinâmica passa ou repassa, no qual dois times de alunos competiram entre si para responder perguntas. Observou-se na discussão orientada que os meninos se mostraram desinibidos e confortáveis com o assunto desde o início da aula, enquanto que algumas meninas, apesar de prestarem atenção, permaneceram tímidas a maior parte do tempo, o que pode ser justificado por estarem em menor número, total de três. Referente ao domínio científico, eles não conheciam o significado da sigla ISTs e nem da nomenclatura anterior (DSTs), mas sabiam nomear alguns sintomas e algumas formas de contágio. Ainda assim, ao abordar os mitos e verdades, alguns ficaram bastante surpresos com a informação de que a maioria dos métodos contraceptivos previnem apenas gravidez. Também surgiram dúvidas sobre o uso da camisinha feminina, pois ainda não conheciam pessoalmente. Nesse momento, as pibidianas mostraram os preservativos feminino e masculino que tinham levado e abordaram o mito de que usar camisinha diminui o prazer e reafirmaram que o preservativo é a forma mais segura de prevenção. Já na atividade passa ou repassa, os alunos responderam quase todas as perguntas sem a ajuda do material de apoio, se mostraram competitivos e engajados, demonstrando trabalho em equipe e diálogo dentro dos grupos. Essa experiência demonstrou que a abordagem das ISTs no ambiente escolar é de extrema relevância para a formação integral dos estudantes. Por meio do uso de vídeos, debates e jogos didáticos, foi possível promover um espaço de aprendizagem participativo, no qual os alunos se sentiram motivados a refletir, questionar e compartilhar saberes, além de sanarem dúvidas existentes. Percebeu-se ainda que, ao abordar a temática com diálogo aberto e respeitoso, os adolescentes se mostraram mais receptivos à informação e mais conscientes da importância da prevenção e do autocuidado. Essa prática, além de consolidar conhecimentos científicos, contribuiu para o desenvolvimento de valores como responsabilidade, respeito ao próximo e valorização da saúde coletiva, mesmo que as meninas estivessem mais retraídas, foram receptivas às informações e demonstraram interesse durante a aula. Assim, conclui-se que a escola deve assumir um papel ativo na promoção da saúde, incentivando discussões que ultrapassem os limites do conteúdo curricular tradicional. Práticas como esta reforçam que a informação correta, transmitida de forma acessível e dinâmica, é uma ferramenta poderosa que pode auxiliar na transformação social e pessoal, formando cidadãos mais conscientes, críticos e preparados para lidar com desafios que envolvem a sexualidade e a vida em sociedade.

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Publicado

2025-10-24

Como Citar

Educação e saúde no ensino fundamental: Prevenção e conscientização sobre infecções sexualmente transmissíveis.. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120523. Acesso em: 15 maio. 2026.