Attack On Titan: Ilusão da Liberdade em Uma Análise Sociológica com Bourdieu, Foucault e Platão
Palavras-chave:
Attack, on, Titan, Filosofia, Sociologia, Poder, Liberdade, Inclusão, culturalResumo
A animação japonesa, Attack on Titan ficou conhecida não apenas pelas suas cenas de ação insana e sua filosofia brutal, mas também pela sua violência que não é apenas uma estética, é estrutural, mas o objetivo que queremos analisar é, como essa animação apresenta um espelho da nossa realidade. A obra traz os questionamentos dos nossos conceitos sobre o que é certo ou errado, o que é liberdade (estar livre) e opressão, o que é considerado herói ou vilão. A história inicialmente começa com Titãs (criaturas gigantescas e grotescas), que segundo a mitologia são filhos de deuses, devorando os humanos restantes de uma certa ilha, mas logo se desenrola, e mostra que os inimigos não são apenas essas criaturas, a trama aborda a estrutura de poder, a manipulação de massas, povos em guerras, xenofobia, ciclos de ódio e uma história que envolve traições e sacrifícios. A obra nós faz refletir o que significa liberdade, o que significa lutar pela liberdade, o que significa estar livre? O que é justiça, quando todos têm suas razões, suas crenças? Attack on titan é um complexo reflexo de vivências humanas: uma trama política camuflada de shounen (animação). O presente trabalho adota uma abordagem de natureza qualitativa, fundamentada em pesquisa bibliográfica e analítica. A escolha dessa metodologia justifica-se pelo objetivo central de compreender, por meio de referenciais teóricos e da análise de uma obra cultural contemporânea, os mecanismos de poder, controle social e construção simbólica da realidade. A pesquisa bibliográfica foi conduzida a partir de materiais acadêmicos que discutem os conceitos de poder, dominação, distinção social e percepção da realidade. Entre os principais referenciais utilizados, destacam-se a obra A Distinção: Crítica Social do Julgamento de Pierre Bourdieu, Vigiar e Punir de Michel Foucault, e o Mito da Caverna, de Platão. Esses autores fornecem o arcabouço teórico necessário para compreender os processos sociais de hierarquização, disciplinamento e construção da verdade. Paralelamente, a análise tem como objeto cultural a animação japonesa Attack on Titan, utilizada como ferramenta de reflexão crítica acerca da estruturação social e das representações de poder, liberdade e dominação. A escolha da obra se justifica por sua complexidade narrativa e pela riqueza de elementos que permitem aproximações com os referenciais teóricos adotados. Os materiais analisados evidenciam o potencial e a dinâmica das animações como instrumentos de crítica social e choque de realidade transformando-as em ferramentas de autoanálise, contribuindo para o debate interdisciplinar entre sociologia, filosofia e cultura pop. Podemos observar as ação cotidianas como base, desde a hora em que acordamos, até a hora em que iremos dormir, a nossa vida é planejada e se algo sai fora do que está previsto, já temos um caos instaurado. Na animação podemos observar que o personagem principal sofre constantemente com a dura realidade de falsa liberdade e noções de poder, lutando a favor do sistema, porém sempre se questionando se o que acontece com eles é correto ou não, com o desenvolvimento da trama a percepção de poder muda conforme a maturidade do personagem se molda, e percebemos que a dinâmica do sistema da série é relacionada a falsa esperança, ao orgulho, ao poder e a sobrevivência e o preço a se pagar por eles. Attack on Titan representa estruturas sociais excludentes, o papel do medo na manutenção do controle social e a construção de identidades através da alteridade (o "inimigo"). A série pode ser interpretada como uma metáfora de questões sociais reais, como xenofobia, segregação, nacionalismo e militarização. Nos primeiros episódio da animação japonesa podemos perceber " a humilhação de ser mantido em uma jaula", como meio de repreensão, a fé presente como manipulação - pensar em sair das muralhas que foram construídas como astigmatismos e doutrinas enquanto tabus, os humanos contra os próprios filhos dos deuses no caso os ditos Titãs e o rompimento de tabus. Do ponto de vista platônico, o anime se aproxima da alegoria do Mito da Caverna ao representar uma sociedade aprisionada por barreiras físicas e cognitivas, na qual a liberdade é concebida como uma saída para além daquilo que é visível e imposto. Já a partir da leitura foucaultiana, a obra ilustra mecanismos de vigilância, punição e disciplinar, especialmente nas formas de controle institucional e militar que estruturam a vida dos personagens. Em diálogo com Bourdieu, observou-se que as hierarquias sociais, distinções simbólicas e disputas de poder presentes na trama refletem processos de reprodução de desigualdades e de legitimação de posições de dominação. Por fim pode-se dizer, que este trabalho nos mostra como podemos observar a sociedade contemporânea com outros olhos, outra perspectiva, através de outras maneiras, lentes ou até mesmo pontos de vista.Downloads
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Publicado
2025-11-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Attack On Titan: Ilusão da Liberdade em Uma Análise Sociológica com Bourdieu, Foucault e Platão. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/120409. Acesso em: 14 abr. 2026.