PREVENÇÃO DO USO EXCESSIVO DE TELAS POR CRIANÇAS: ESTRATÉGIAS PARA REDUÇÃO E BUSCA POR ALTERNATIVAS

Autores

  • Caroline Bampi Santa Catarina
  • Gabriela Costa Trofino
  • Marcela Maria Morais de Almeida Magalhães
  • Giovanna Chaves Piazza Rodrigues
  • Clarissa de Souza Cardoso

Palavras-chave:

Mídias, Sociais, Promoção, Saúde, Infância

Resumo

O uso desenfreado de telas por crianças em idade escolar é uma notória problemática na sociedade contemporânea, uma vez que afeta o desenvolvimento psicossocial e motor dos indivíduos. Tal prática limita as relações interpessoais, transferindo as interações físicas para o campo virtual e isolando a criança, de modo que são formadas pessoas mais individualistas e com dificuldade de socialização. No âmbito da aprendizagem, quando as crianças não são ensinadas pela experiência humana por seus pais ou cuidadores, o estabelecimento de limites na interação com os outros é dificultada, o que diminui a capacidade de manejo social. Além disso, o excesso de estímulos que a internet propicia é prejudicial ao cérebro em formação, visto que afeta o sistema de recompensa, favorecendo problemas psicológicos como depressão e ansiedade. Diante disso, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que indivíduos entre 6 e 10 anos não ultrapassem o tempo de 2 horas de uso diário de telas, o que não representa a realidade observada no país. Nesse contexto, com o objetivo de promover a redução do tempo no uso de eletrônicos, foi criado o projeto Prevenção do Uso Excessivo de Telas por Crianças: Estratégias para Redução e Busca por Alternativas no componente de Saúde Coletiva IV do curso de Medicina da UNIPAMPA, no primeiro semestre de 2024. A fim de efetivar o objetivo idealizado durante o desenvolvimento de tal projeto, propôs-se a realização de atividades em escolas municipais de educação infantil. Para tal, a principal ação foi realizada em maio de 2024 e teve como público alvo estudantes do Ensino Fundamental I da Escola Municipal Oswaldo Cruz, localizada no município de Uruguaiana, abrangendo 93 alunos de faixa etária entre 5 e 11 anos, e consistiu em uma conversa acerca do manejo de dispositivos eletrônicos. Para iniciar o diálogo, foi testado o conhecimento dos alunos acerca do tempo limite recomendado de tela e os horários adequados para realizar o uso. Enquanto ferramenta para tornar a dinâmica mais lúdica e atrativa, foi distribuído material para que as crianças pudessem representar, por meio de desenhos, atividades recreativas não digitais de seu interesse, visando estimular a busca ativa destas como forma de substituir o consumo midiático online. A partir da realização dos desenhos, os alunos foram convidados a compartilhar com seus colegas a arte feita, para que assim fosse criado um ambiente de integração e construção coletiva de alternativas saudáveis, como prática de esportes coletivos, trabalhos manuais artísticos e leitura. O diálogo com as crianças permitiu identificar que parcela significativa dessas fazia o uso exacerbado de mídias digitais, principalmente sem fiscalização de adultos responsáveis, confirmando a premissa de que o uso de telas por crianças é uma problemática na comunidade. Junto a isso, grande parte dos estudantes relataram que o uso noturno de dispositivos eletrônicos prejudica a qualidade e o tempo de sono, crucial para o desenvolvimento humano adequado, ao dificultar o adormecimento e propiciar despertares noturnos. Em relação ao conhecimento prévio sobre o tema, pôde-se observar uma noção limitada, contudo, os alunos se mostraram envolvidos na ação e dispostos a inserir as sugestões e conhecimentos adquiridos no seu cotidiano. Dessa maneira, evidencia-se que o projeto desenvolvido pelas discentes do curso de Medicina teve como efeito a promoção de conhecimento sobre a temática e estimulou a busca ativa de alternativas para o uso de telas por parte das próprias crianças, além de promover a conscientização acerca dos limites estipulados pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Isso posto, pode-se verificar que o projeto teve impacto no desenvolvimento desse grupo etário, consolidando a Universidade como instrumento de Promoção de Saúde na comunidade Uruguaianense.

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Publicado

2024-10-16

Como Citar

PREVENÇÃO DO USO EXCESSIVO DE TELAS POR CRIANÇAS: ESTRATÉGIAS PARA REDUÇÃO E BUSCA POR ALTERNATIVAS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/118803. Acesso em: 17 abr. 2026.