VIVÊNCIAS E APRENDIZADOS: NARRATIVAS DE ESTUDANTES DE MEDICINA NO PROGRAMA DE SAÚDE NA ESCOLA
Palavras-chave:
Promoção, Saúde, Estudantes, Medicina, Atenção, PrimáriaResumo
O Sistema Único de Saúde (SUS) conta com o Programa Saúde na Escola (PSE), o qual é realizado por meio da Atenção Primária de Saúde. Visa expandir conhecimentos relacionados ao cuidado com a própria saúde do indivíduo e comunidade em geral, ou seja, atuando na promoção da qualidade de vida, a partir de ações nas escolas de ensino fundamental e médio. O componente curricular de Saúde Coletiva IV do curso de Medicina da Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA incita os estudantes a desenvolverem práticas de PSE nas escolas adscritas territorialmente às Estratégias de Saúde da Família, por entender que a promoção da saúde é fundamental na formação médica, pois é uma forma de cuidar mais e evitar a medicamentalização da vida. Deste modo, este trabalho objetiva narrar tais experiências de estudantes de medicina na realização das atividades, através do relato de experiência, que suscitou reflexões e por conseguinte aprendizados, de tal modo, que moveu a escrita deste texto. A prática do PSE ocorreu no primeiro semestre de 2024, assentada nas metodologias ativas, sob supervisão docente e articulada com os trabalhadores de saúde. Para a realização das atividades, discentes, docente e Agentes Comunitários de Saúde (ACS) foram até as escolas, para ouvir o público-alvo, sobre quais eram suas demandas no tema da saúde. A narrativa será apresentada pelos: Temas desenvolvidos nas escolas; Cuidando de quem ensina; Adolescentes e suas indagações sobre saúde sexual; e o PSE na formação em medicina. Neste contexto, foram trabalhadas temáticas sobre dengue, covid-19, gripe, higiene corporal e educação sexual conforme pedidos, como forma de prevenir e demonstrar cuidados na prevenção da síndromes gripais, ISTs, gravidez, ainda, frisar a importância do autocuidado pessoal e as mudanças corporais do ciclo de vida. As atividades realizadas foram planejadas considerando a idade dos envolvidos, o qual foi trabalhado com crianças de anos iniciais e adolescentes entre 12 a 16 anos. Sobre gripe/covid-19 com crianças, foram usados métodos ativos por meio de slides discutindo-se brevemente o tema, após, fixação através de jogos interativos como o da memória com ilustração e frases do que é permitido e o que evitar quando sintomas gripais. Em relação a temática da dengue, basicamente teve a mesma didática da anterior com o apoio da coordenação da saúde que vestiram-se com roupa de mosquito Aedes Aegypti permitindo melhor atenção dos alunos. Com os adolescentes realizou-se roda de conversa para troca de saberes sobre autocuidado e educação sexual e explicação sobre o uso dos métodos contraceptivos. Pensando no cuidado com quem ensina, as atividades com os professores de uma das instituições abrangeu autocuidado e discussões acerca da educação. Após, meditação guiada para relaxamento. Como resultados, percebeu-se que o exercício sobre gripe/COVID-19 teve um retorno positivo, pois as crianças conseguiram distinguir e trabalhar em grupo nos jogos. No que se refere a atividade sobre dengue, a tomada de atenção dos alunos foi satisfatória tornando um ambiente harmonioso para ambas as partes. No processo de entendimento sobre as mudanças físico-comportamentais com os adolescentes, os questionamentos mais realizados foram sobre os fluidos corporais e métodos contraceptivos. Em relação à atividade realizada com os profissionais da educação, notou-se que as dificuldades encontradas são por vezes relacionadas a precariedade de capacitação referente a inclusão com estudantes autistas, e também das intercorrências de educação familiar. Outrossim, notou-se que a meditação atingiu os objetivos pois alguns expressaram sentimentos de emoção perante a técnica realizada. Pode-se considerar que para os discentes as maiores dificuldades foi trabalhar com as diferentes idades, considerando que esperava-se que tais materiais despertasse o interesse e de certa forma, impactasse os ouvintes de forma positiva. A questão estrutural também foi um desafio, pois, algumas escolas tinham espaços adequados com tecnologias necessárias, já outras, com maior vulnerabilidade, não possuíam, fazendo com que os universitários elaborassem outras alternativas para discussão dos temas. Nesse viés, as práticas desenvolvidas mostram-se bem necessárias, principalmente quando iniciadas na educação infantil, dessa maneira estes conteúdos trazidos precocemente, podem contribuir na não disseminação de diversos vírus causadores de gripes, Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e gravidez indesejada. Em relação a meditação guiada, ficou nítido que foi recompensador para com os professores sendo esta uma prática essencial na redução de fatores estressores do cotidiano. Ademais, a disciplina conseguiu impactar também os estudantes visto que, cumpriu com o ideal de torná-los mais críticos, profissionais e éticos. Desta forma, conclui-se que a ação foi de muito aprendizado, fazendo com que o compartilhamento de saberes perpetue na qualidade de vida de todos os envolvidos.Downloads
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Publicado
2024-10-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
VIVÊNCIAS E APRENDIZADOS: NARRATIVAS DE ESTUDANTES DE MEDICINA NO PROGRAMA DE SAÚDE NA ESCOLA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/118652. Acesso em: 17 abr. 2026.