ENVELHECIMENTO ATIVO: PROMOVENDO SAÚDE E BEM-ESTAR NA TERCEIRA IDADE

Autores

  • Cicília Portinho da Silva
  • Ingrid Geovanna Sarmanho Espindola
  • Julia Carolina Petroceli Gonçalves
  • Marcus Paulo Jara Cardoso
  • Taís de Carvalho Ferrão
  • Rodrigo De Souza Balk

Palavras-chave:

Socialização, Idosos, Qualidade, vida

Resumo

A população idosa compreende uma parcela da sociedade representada por indivíduos com 60 anos ou mais, que devem ser tratados com dignidade e respeito durante todo o processo de envelhecimento. No Brasil, o Estatuto da Pessoa Idosa estabelece que os direitos dessa população precisam ser assegurados de maneira plena, e para que haja a preservação dos mesmos, é necessário o trabalho em equipe envolvendo o Estado, sociedade e famílias, criando um ambiente propício ao envelhecimento saudável e ativo. Assim, o objetivo deste estudo é relatar a experiência de bolsistas e voluntários da área da saúde, participantes do Programa de Educação Tutorial - Práticas Integradas em Saúde Coletiva (PET PISC), acerca do desenvolvimento de atividades com grupos de idosos. Trata-se de um relato de experiência vivenciado por bolsistas do PET PISC, em um Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) e uma Estratégia de Saúde da Família (ESF) onde as atividades extensionistas são realizadas. A equipe executora compreende discentes dos cursos de Enfermagem e Fisioterapia, da Universidade Federal do Pampa, campus Uruguaiana/RS, bem como uma educadora física, pertencente à equipe da ESF e pedagogas vinculadas ao CRAS III. Participaram da ação, aproximadamente 25 idosos/as, com idade entre 60 e 80 anos e em sua maioria mulheres. As ações ocorrem desde setembro de 2023, realizadas ao ar livre, em um ginásio ou em uma sala disponibilizada pelo estabelecimento. Ademais, os planejamentos das tarefas a serem aplicadas nos indivíduos ocorrem de forma semanal, e totalmente desenvolvidas pelos bolsistas do Programa. Os encontros ocorreram uma vez na semana em cada local com duração de aproximadamente uma (1) hora. Entre as práticas efetuadas destacam-se: circuitos funcionais e alongamentos, jogos de memória, elaboração de peças com massa de modelar, caça palavras, pinturas, produção de origamis e oficinas de artesanato, assim como aulas de dança. As dinâmicas preconizam não só a função motora mas também a cognitiva, como por exemplo a realização de exercícios associados às cores e números. Além disso, destacam-se momentos de educação em saúde em forma de rodas de conversa, a exemplo de campanhas nacionais como outubro rosa. Notou-se a participação ativa dos grupos, que incorporam de maneira muito satisfatória as atividades que a eles foram oferecidas, demonstrando-se muito interessados e felizes. Levando em consideração esse cenário, a inclusão nas dinâmicas propiciou não apenas a socialização dos mesmos, mas também a autonomia e promovendo o envelhecimento saudável e ativo da pessoa idosa. Não obstante, brincadeiras realizadas, a exemplo da dança das cadeiras, vivo ou morto adaptado e telefone sem fio do movimento, tiveram relatos muito positivos, onde a maioria relatou que essas atividades relembram a infância e que traz à tona sentimentos de alegria e conforto. Já nos momentos de atividades físicas e aulas de dança, aqueles que participaram trouxeram o quanto se sentiram vivos e úteis, bem como vivenciaram uma maior disposição para a execução das suas tarefas de vida diárias. Por outro lado, os jogos da memória, caça-palavras, oficinas de artesanato, produção de origamis e peças com massa de modelar proporcionaram momentos em que os indivíduos puderam explorar a sua criatividade e memória, o que segundo eles foi uma experiência muito relaxante, mas ao mesmo tempo muito desafiadora por se tratar de algo que estava fora da realidade em que estavam inseridos. Diante disso, os bolsistas puderam experienciar um novo contexto, como a necessidade de inclusão e socialização, assim como fazê-los reconhecer a importância de se manterem ativos, não apenas o bem-estar físico, mas a saúde mental. Ao longo dos encontros os laços foram se fortalecendo e criou-se um ambiente ideal para a troca de experiências, acolhimento e socialização, tornando o desenvolvimento do projeto muito mais enriquecedor e harmonioso. Por fim, a realização destas ações destacam a importância de incorporar atividades que estimulem a promoção da saúde, bem como a integração social para os idosos, favorecendo dessa forma o envelhecimento saudável, ativo e feliz. Em contrapartida, o vínculo estabelecido entre o público-alvo e os bolsistas apresentou-se como uma ferramenta essencial para o desenvolvimento do projeto, pois possibilitou a inserção dos estudantes universitários dentro da comunidade e em diferentes contextos sociais, enriquecendo não apenas a aprendizagem, mas também atendendo de maneira eficaz as necessidades locais.

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Publicado

2024-10-16

Como Citar

ENVELHECIMENTO ATIVO: PROMOVENDO SAÚDE E BEM-ESTAR NA TERCEIRA IDADE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/118641. Acesso em: 17 abr. 2026.