O desenvolvimento de Comunidades de Prática com professores dos anos finais do ensino fundamental.

Autores

  • Laiane Severo
  • Renata Godinho Soares
  • Raquel Ruppenthal

Palavras-chave:

Comunidade, Prática, Formação, professores, Condicionantes

Resumo

Comunidades de Prática podem ser explicadas como um conjunto de relações, atividades entre pessoas com um interesse comum em um dado ambiente, cujas interações promovam a construção ou ampliação do conhecimento. Apesar do conceito ter se originado na área da administração e gestão, na atualidade as Comunidades de Práticas têm sido pesquisadas como uma estratégia de interesse na formação continuada de professores da educação básica. Conforme Estevam e Cyrino (2019) as Comunidades de Prática apresentam-se um elemento fundamental para a formação docente, pois proporcionam um ambiente de aprendizagem colaborativo onde os professores podem compartilhar experiências, refletir sobre suas práticas e construir conhecimento de forma coletiva. Nesse sentido, este resumo apresenta os resultados preliminares obtidos em um projeto de tese, que entre outros objetivos, descreveu o desenvolvimento de Comunidades de Prática, com professores dos anos finais do ensino fundamental, em uma escola pública da fronteira oeste do RS. A pesquisadora esteve inserida no contexto da escola, em diversas atividades e também nas reuniões pedagógicas e de formação. As metodologias ativas foram a temática emergente para estudos e práticas nas intervenções da pesquisadora no ambiente escolar. As intervenções foram construídas com base na Metodologia da Problematização e estruturadas através do Arco de Maguerez visando o cultivo de uma Comunidade de Prática. Para a produção de dados da pesquisa, utilizaram-se i) observações; ii) dinâmicas envolvendo metodologias ativas durante as primeiras intervenções, e, iii) grupos focais de conversação. Estes dados foram analisados à luz dos condicionantes para o cultivo das Comunidades de Prática, conforme referencial teórico utilizado. Os condicionantes de aprendizagem referem-se aos diversos fatores que influenciam o processo de aprendizagem dos professores, incluindo o contexto escolar, as políticas educacionais, as características individuais dos professores e dos alunos. A saber, estes condicionantes são assim nomeados: Itinerância de engajamento; Compartilhamento de repertórios; Compromisso solidário; Dinâmica da comunidade; Reflexões compartilhadas e sustentadas; Relação de confiança e respeito; Espaço de vulnerabilidade e agência mediada; e por fim, a Dinamicidade do expert e papel do formador. Como técnica de análise, utilizaram-se os procedimentos da Análise Temática. Até o momento, as análises sugerem que os condicionantes Dinamicidade do expert e papel do formador, Compartilhamento de repertórios e Dinâmica da comunidade assumem importância, uma vez que parecem ser fatores que dão base e estrutura para os demais condicionantes serem visualizados no ambiente escolar. Outra constatação a partir dos dados é que estes condicionantes reforçam o movimento e a dinâmica do grupo de professores no desenvolvimento de uma cultura de uma Comunidade de Prática. Isto é, para que uma Comunidade de Prática se desenvolva, as pessoas envolvidas precisam perceber-se como parte do ambiente e das ações formativas que ocorrem no chão da escola, a fim de se entender como partes do todo, e, portanto, essenciais na proposição de ideias e soluções para as dificuldades. Ao mesmo tempo, nesse clima, é possível aos envolvidos, desenvolver-se profissionalmente. Até o momento, há evidências que possibilitam afirmar que o cultivo de Comunidades de Prática podem ser uma solução viável para o desenvolvimento de competências e trocas de experiências mais contextualizadas no e para o ambiente escolar no qual o grupo de professores está inserido, de forma a contribuir nos processos de formação continuada e centrada na escola.

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Publicado

2024-10-16

Como Citar

O desenvolvimento de Comunidades de Prática com professores dos anos finais do ensino fundamental. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/118611. Acesso em: 17 abr. 2026.