AVALIAÇÃO QUANTITATIVA E QUALITATIVA DA SATISFAÇÃO DOS ALUNOS EM PROGRAMAS DE MONITORIA INCLUSIVA
Palavras-chave:
inclusão, aprendizagem, ensinoResumo
No ambiente universitário brasileiro público existem discentes com deficiências que enfrentam obstáculos referentes à inclusão e acessibilidade para atingir notas mínimas nos componentes curriculares, que são pré-estabelecidas. Assim sendo, a monitoria é uma ferramenta de ensino que visa proporcionar aos estudantes uma experiência de aprendizagem e oferecer suporte para a construção do conhecimento. Nesse sentido, as monitorias realizadas no ambiente universitário são ferramentas importantes para a inclusão e acessibilidade no ambiente acadêmico, pois mediante uma assistência personalizada contribui-se para a diminuição da retenção e evasão universitária tendo um impacto positivo nos resultados. Desse modo, este estudo teve como objetivo avaliar quantitativamente o nível de satisfação dos alunos com deficiência em monitorias inclusivas na Universidade Federal do Pampa, campus Uruguaiana. No 1° semestre de 2024, foram assistidos dois alunos do curso de Fisioterapia, sendo que um aluno tem deficiência visual e outro com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ao longo do semestre, as monitorias foram preparadas direcionadamente às necessidades do aluno e conforme o tema de estudo. Para o aluno com deficiência visual foram adotadas ferramentas de audiodescrição e outras tecnologias assistidas, enquanto para o aluno com TEA foram utilizados comunicação clara, simulados e vídeos interativos. A finalidade das monitorias foi além do êxito nas notas dos componentes curriculares, mas foi promover uma experiência inclusiva e acolhedora na universidade. Ao longo do semestre, foram realizadas quatro monitorias com cada aluno, totalizando oito monitorias. No final de cada monitoria, foi disponibilizado um questionário como forma de avaliação do nível de satisfação. Cada pergunta tinha opções, em que cada uma correspondia a uma pontuação de um a cinco, para os estudantes conseguirem avaliar diversos aspectos da monitoria. Cada questionário possuía cinco perguntas, sendo que os aspectos avaliados foram: a influência da monitoria no entendimento do conteúdo presente nos componentes curriculares, adaptabilidade das ferramentas utilizadas, a clareza nas informações transmitidas, flexibilidades das monitorias, e o quanto o estudante recomendaria a monitoria a outro aluno com necessidade especial. Foi obtida uma média aritmética geral entre as médias de cada questionário, obtendo-se um resultado satisfatório de 4,7. As informações coletadas dos questionários indicaram uma excelente satisfação dos estudantes. Dessa forma, pode-se concluir que as monitorias tiveram um impacto positivo no cenário acadêmico desses alunos, ao permitirem uma maior entendimento dos conteúdos dos componentes curriculares e, consequentemente, aumento no desempenho acadêmico. Além disso, as avaliações positivas demonstram uma melhora nos índices de inclusão e acessibilidade na universidade pública. Sendo assim, um dos principais achados do estudo foi a necessidade de personalizar as sessões de monitoria às necessidades individuais dos acadêmicos. A adaptabilidade às deficiências individuais foi um dos fundamentos necessários para o êxito das monitorias, uma vez que permitiram um direcionamento das estratégias para atender as dificuldades de cada estudante. Portanto, entende-se que as monitorias especializadas aos discentes com deficiência são eficazes no ambiente universitário. Os resultados positivos indicaram que as monitorias tiveram uma abordagem direcionada específica às deficiências, apresentando uma excelente satisfação. Além disso, os resultados sugerem que os programas de inclusão são eficazes para a diminuição da retenção e evasão dos acadêmicos.Downloads
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Publicado
2024-10-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
AVALIAÇÃO QUANTITATIVA E QUALITATIVA DA SATISFAÇÃO DOS ALUNOS EM PROGRAMAS DE MONITORIA INCLUSIVA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/117845. Acesso em: 17 abr. 2026.