EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA:UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA

Autores

  • Cheila Menca
  • Marion Nunes Lacerda
  • Maria Teresinha Kaefer

Palavras-chave:

Racismo, diversidade, desconstrução

Resumo

A proposta discorrida neste resumo, tem a intencionalidade de analisar as discussões sobre a História e a Cultura Africana e Afro-Brasileira, e sobre o preconceito racial que persiste no país principalmente no âmbito escolar, enfatizando que essa proposta deve estar presente o ano todo, não somente no dia 20 de novembro, dia da Consciência Negra, o projeto é de cunho formativo, está voltado para o desenvolvimento da consciência crítica dos estudantes da educação básica. Foi realizado na turma do sexto ano do ensino fundamental, a turma composta por 22 alunos, na faixa etária entre 11 e 14 anos, o projeto foi desenvolvido em uma escola pública, situada a cidade do interior do RS, durante o estágio de regência tendo como suporte, a disciplina que foi trabalhada durante o semestre (Etnicidade e Culturas Brasileiras) do curso Licenciatura em História, utilizando-se de um conjunto de estratégias educativas que estimulem a leitura, escrita, oralidade e senso crítico, respeitando a diversidade e o respeito ao próximo. A metodologia do trabalho foi através de bibliografias, músicas, filmes e documentários que discutem as relações raciais no Brasil, na qual os estudantes são os próprios sujeitos-participantes. Foi realizado um debate em uma roda de conversa, juntamente com a disciplina de Língua Portuguesa sendo solicitado aos estudantes uma redação com o tema Vidas Negras o que possibilitou um melhor entendimento sobre o que é racismo e como opera em nossa sociedade. Trabalhamos conceitos como: racismo individual, estrutural, velado, racismo reverso, falas pejorativas. Ainda, o que foi o movimento negro no Brasil e seus principais líderes, assim como o motivo pelo qual o dia da Consciência Negra é comemorado no dia 20 de novembro e não no dia 13 de maio (Abolição da Escravatura). Essas práticas e debates incluídas nos currículos escolares têm com fundamentos: a transformação e enriquecimento do conhecimento, da capacidade de contextualizar a forma de pensar sobre a cultura do outro, o respeito a diversidade, objetivando a desconstrução do preconceito racial que ainda assola o nosso país. o racismo no Brasil é uma questão estrutural. Isso significa que suas manifestações não estão restritas ao âmbito individual ou comportamental, mas impregnadas em relações que perpassam toda a sociedade, sejam elas de ordem econômica, política ou subjetiva, daí a importância de uma Educação Antirracista numa perspectiva que vai muito além de combater atitudes e falas racistas no espaço escolar. A Educação para as Relações Étnico-Raciais trata de descolonizar os currículos escolares historicamente pautados pelo eurocentrismo de forma a contemplar e valorizar a contribuição dos povos negros e indígenas para as mais variadas áreas do conhecimento. O combate a qualquer discriminação deve ser o eixo e prioridade da nossa nação e do sistema educacional brasileiro, portanto, a escola como parte responsável na formação do estudante (cidadão) tem como responsabilidade social a conscientização crítica dos seus estudantes sobre a diversidades étnico-racial, ensinando-os a respeitar cada sujeito com sua cultura e história. Possibilitando e promovendo oportunidades aos alunos e docentes, conhecimentos históricos e culturais sobre a população negra. A Educação Antirracista deve ser estimulada desde a pré-escola para que os estudantes, sejam estimulados a praticar e a respeitar a diversidade, seja ela de etnia, gênero etc. Só com uma Educação Antirracista é possível em algum momento, em um futuro não muito distante, chegarmos às práticas humanizantes e antirracistas. É preciso compreender que a discriminação racial fere a dignidade de um povo que construiu grande parte da nação brasileira, o qual é, e sempre será tão importante quanto qualquer outro para formação da nossa história. Ainda, seguimos a passos lentos para que essa transformação seja em âmbito macro, onde todos possamos nos entender como sujeitos da história, e independente da cor, nos compreender como seres humanos em equidade.

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Publicado

2024-10-16

Como Citar

EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA:UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/117797. Acesso em: 17 abr. 2026.