O O DILEMA DAS TAXAS DE RETENÇÃO EM CÁLCULO
Palavras-chave:
Cálculo, Índice, Retenção, Ensino, AprendizagemResumo
A pesquisa a seguir visa analisar, por meio de dados qualitativos e quantitativos, os índices de retenção na componente de cálculo, traçando um comparativo entre os anos de 2022 a 2024, com enfoque na transição da componente de cálculo 1 para o cálculo A ofertada aos diferentes cursos da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), campus Bagé. A base precária adquirida pelos discentes no ensino médio ocasiona, deficiências em matemática básica, frente a esta constatação, o curso de Matemática-Licenciatura da Unipampa, campus Bagé, a partir de 2023 passou a ofertar aos cursos de ciências exatas a componente Elementos de Matemática, exceto para o curso de Engenharia Química. Tal componente tem por objetivo fortalecer o conhecimento dos discentes ingressantes em conteúdos básicos de matemática. Utilizou-se como instrumentos de estudo os dados fornecidos pela secretaria acadêmica da Unipampa, campus Bagé, por meio dos quais torna-se possível aferir as taxas de retenção (tanto por frequência quanto por nota) e aprovação dos discentes nas componentes curriculares de cálculo 1 e cálculo A, bem como efetuar a comparação entre os índices de retenção nas referidas componentes. Ao observar os dados referentes às taxas de aprovação e retenção dos discentes matriculados na componente de cálculo 1 no primeiro semestre de 2022 da Unipampa, campus Bagé, podemos notar um baixo índice de aproveitamento. Ainda podemos observar que a componente curricular de Cálculo I apresentou uma alta taxa de desistência, o que pode estar relacionada a dificuldades enfrentadas pelos discentes no entendimento da matemática básica. No semestre seguinte, a taxa de aprovação foi de apenas 18%. Em 2023, a transição para Cálculo A permite claramente constatar-se que houve um maior índice de aprovação em cálculo A. Além disso, percebe-se uma considerável melhora no percentual de aprovação em relação ao segundo semestre de 2022, além de uma considerável superioridade no índice de cálculo A (34%) em comparação com cálculo 1 (25%), disparidade que se acentua ainda mais no segundo semestre de 2023. No primeiro semestre de 2023, a diferença nas taxas de aprovação entre Cálculo A e Cálculo I aumentou para 17% (35% em Cálculo A contra 18% em Cálculo I), com a infrequência em Cálculo I chegando a 41%. A oferta de componentes, como a de Elementos de Matemática, pode ter contribuído para esses melhores resultados. Considera-se por meio da observação dos dados obtidos nesta pesquisa, bem como das leituras e análises de artigos acadêmicos supracitados que há um longo caminho a ser percorrido para atingir um índice ideal de aprovação dos discentes de cálculo. Componente curricular esta que se mostra desafiadora, até mesmo para os docentes, que buscam atualizar-se constantemente em termos de métodos e ferramentas pedagógicas para auxiliar na eficácia do processo de ensino e aprendizagem dos discentes. Todavia averiguamos também que há interesse no meio acadêmico para encontrar soluções, o que é constatado, por exemplo, pelas adequações do Projeto Político Pedagógico (PPC) do curso de Matemática-Licenciatura do campus Bagé, no que se refere a grade curricular. Por fim, sugere-se que haja constante pesquisa nesta área, para que o impasse da retenção e/ou reprovação seja cada vez mais reduzido na componente curricular de cálculo. Também é fundamental que os discentes busquem constantemente recursos pedagógicos, como vídeo aulas e monitorias, pois apenas com interesse e empenho a adversidade pode ser vencida.Downloads
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Publicado
2024-10-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
O O DILEMA DAS TAXAS DE RETENÇÃO EM CÁLCULO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/117776. Acesso em: 17 abr. 2026.