COMPOSTAGEM, EDUCAÇÃO E INTERAÇÃO PSICOSSOCIAL.

Autores

  • Eduardo Pereira
  • Juliana Miranda da Silva
  • Aureo Aires Fagundes Neto
  • Julia Rios Martins
  • Marcio Felipe Dorneles Ribeiro
  • Eloir Missio

Palavras-chave:

social, composteira, educação

Resumo

O curso de agronomia da Unipampa campus Itaqui-RS, está desenvolvendo um projeto de extensão, com cunho social, no hospital São Patrício. Esse consiste na implementação de uma horta que conta com a participação de discentes, docentes, pacientes da ala psiquiátrica e servidores do hospital. Sabe-se que grande parte dos resíduos produzidos em diferentes ambientes, como domicílios, restaurantes, hospitais e outros, que envolvem a manipulação e preparação de alimentos, são de origem orgânica. Esses, geralmente, são descartados no lixo convencional para a coleta, por parte dos órgãos públicos, e descartados em lixões ou aterros sanitários. A decomposição desses resíduos nesses locais contribui para a geração de metano, intensificando o efeito estufa e a contaminação do solo por lixiviados. A partir disso, foi construída uma composteira junto com o projeto da horta com o objetivo de dar um destino adequado aos resíduos gerados na cozinha do hospital, assim como ao material orgânico resultante da limpeza do pátio e das podas. Outros objetivos do projeto da composteira são oportunizar aos estudantes do curso de agronomia a realização de atividades práticas relacionadas aos conteúdos trabalhados no curso e envolver os pacientes em atividades ao ar livre com o intuito de contribuir no processo de recuperação da saúde física e mental, assim como na educação ambiental, para a convivência na comunidade, após o período de internação para o tratamento. As atividades são realizadas diariamente, com a participação de alunos e professores, do curso de agronomia, e os pacientes comparecem acompanhados pelas enfermeiras. Os pacientes nem sempre participam ativamente nas atividades práticas, entretanto tem um momento de distração com o ambiente externo e trocam experiências com pessoas diferentes do seu convívio cotidiano. A composteira mede oito metros de comprimento, um metro de largura e meio metro de altura, construída em alvenaria. Diariamente os resíduos orgânicos gerados nos diferentes espaços do hospital são depositados na composteira. Os materiais são colocados num dos extremos formando uma pilha. A medida que novos resíduos chegam são misturados de forma que sejam homogeneizados com o restante já existente. Periodicamente os estudantes fazem uma avaliação da umidade e adição de água quando necessário. O processo de compostagem leva entre noventa e cento e vinte dias e o material resultante é um adubo orgânico rico em nitrogênio (N); fósforo (P); potássio (K); cálcio (Ca); magnésio (Mg); enxofre (S), entre outros. O composto resultante quando adicionado aos canteiros, melhora as propriedades químicas, físicas e biológicas do solo, impactando positivamente a produtividade das culturas. Paralelamente, os pacientes são beneficiados com momentos de interação e troca de experiências com os professores, estudantes e técnicos da área da saúde. Já os estudantes aprendem na prática as técnicas abordadas em sala de aula e convivem com a realidade social da comunidade. Isto propicia o desenvolvimento técnico e a formação humana. A composteira é sustentável, reduz o desperdício transformando resíduos orgânicos em recursos renováveis e diminui gastos financeiros com a aquisição de fertilizantes, que são produzidos com recursos não renováveis. A interação entre a cozinha, a horta e a composteira fecham um ciclo, visto que os produtos provenientes da horta vão para o consumo na cozinha, retornam na forma de resíduos para a compostagem e por fim o composto volta para a área de produção de hortaliças.

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Publicado

2023-12-18

Como Citar

COMPOSTAGEM, EDUCAÇÃO E INTERAÇÃO PSICOSSOCIAL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 2, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116443. Acesso em: 17 abr. 2026.