O PIBID E OS DESAFIOS DO CONTEXTO EDUCACIONAL
Palavras-chave:
Educação, Básica, PIBID, Mapas, ConceituaisResumo
Relata-se neste resumo as atividades realizadas por bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID na EEEF Cônego Ortiz, em Caçapava do Sul. O PIBID tem como intuito antecipar o vínculo entre os futuros professores e a escola de Educação Básica. Como alunas da Universidade Federal do Pampa, as bolsistas iniciaram sua participação no PIBID em maio de 2023. As atividades desenvolvidas no Núcleo do Curso de Ciências Exatas - Licenciatura tinham, no momento do ingresso delas, o objetivo de promover, na escola, a interação com os alunos para produção de mapas conceituais. As atividades foram desenvolvidas na turma do 9º Ano do Ensino Fundamental, a qual possui 17 alunos com idades entre 15 e 18 anos. Para começar a pensar em como seriam elaborados os mapas conceituais com esses alunos, foram analisados os objetos de conhecimento previstos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que norteia o currículo escolar em nível nacional, e como era a turma. A proposta era elaborar mapas conceituais com os alunos de forma que eles entendessem o que estavam fazendo e interagissem de forma explicativa e harmônica com os colegas e professores. Por serem adolescentes, com diferentes percepções sobre a vida e os fenômenos naturais e sociais, com personalidades e expectativas diversas, se tornou um desafio interagir com eles. A escola apresenta alguns desafios, um deles é manter os alunos em sala de aula e alcançar uma frequência razoável, sendo visível a falta de incentivo e de interesse das famílias com esses adolescentes e deles próprios nos estudos e na vida. O que mais se ouve é não preciso estudar ou isso não vai me levar a lugar nenhum. Outro desafio é entender as necessidades de algumas crianças, pois boa parte delas não tem acompanhamento em casa, sendo um fato recorrente os pais trabalharem durante todo o dia e não terem tempo para dar assistência aos filhos. Alguns alunos trabalham no turno inverso ao das aulas e outros não têm interesse de estudar. Assim, estar dentro de uma sala de aula se tornou algo sem sentido para alguns deles. Entre os 17 alunos, dois ou três manifestam revolta, raiva e negavam-se a realizar as atividades. Além de não fazer o que é solicitado, não costumam respeitar a professora e não frequentam regularmente as aulas. A docente da turma e supervisora do PIBID conhecia os alunos, pois fora professora deles nos anos anteriores, o que tornou mais fácil desenvolver a proposta. Apesar das dificuldades pessoais, a maior parte dos alunos se mostrou dedicada e interessada nos trabalhos e em progredir nos estudos. O grande desafio das bolsistas era saber como interagir e explorar o melhor que os alunos tivessem por oferecer. Os alunos se comunicavam bem, o que facilitou bastante o diálogo em sala de aula. O primeiro objeto de conhecimento estudado foi propriedades da matéria, um tema bem amplo e contendo teorias um pouco extensas, o que facilitou na elaboração de atividades com a turma. No mesmo período, a escola realizou uma Feira de Ciências. Durante o processo de elaboração dos trabalhos pela turma, as bolsistas auxiliaram os alunos e a professora. A turma foi dividida em quatro grupos, que fizeram excelentes trabalhos para serem apresentados. Além da criatividade, eles tinham domínio e sabiam explicar bem o assunto e fizeram experimentos químicos. Por valer nota no componente de Ciências, eles se esforçaram ainda mais nos trabalhos e nas explicações. Após as três semanas de envolvimento na Feira de Ciências, a professora voltou a trabalhar os objetos de conhecimento previstos na BNCC. A professora tinha a preocupação de promover a construção de mapas conceituais de forma em que os alunos entendessem e conseguissem elaborar os seus próprios trabalhos. Ao invés de formar grupos, foi decidido que cada aluno iria elaborar e apresentar o seu individualmente, assim para que nos próximos a serem elaborados os alunos tivessem uma noção para fazer em grupos. Cada aluno fez o seu mapa sobre as propriedades gerais da matéria. Os alunos entregaram seus trabalhos para a professora para que ela pudesse corrigir e orientá-los para que melhorassem nos próximos. Após o recesso de meio do ano, a professora continuou desenvolvendo as habilidades previstas na BNCC, centrando na elaboração de trabalhos e atividades diferentes na tentativa de mantê-los interessados no estudo. Após cada final de trimestre, a professora retoma o conteúdo abordado e conforme as necessidades dos alunos, com a ajuda das pibidianas, ela escreve o conteúdo no quadro e revisa os cadernos para se certificar de que todos copiaram a matéria. Para incentivá-los ainda mais, a escola tem como regra que o caderno com a matéria completa valha um ponto na média final. Com a ajuda das bolsistas a professora conseguiu monitorar bem o desenvolvimento dos alunos e avaliar quais eram os pontos em que eles ainda apresentavam dificuldades.Downloads
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Publicado
2023-12-18
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
O PIBID E OS DESAFIOS DO CONTEXTO EDUCACIONAL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116225. Acesso em: 17 abr. 2026.